
Canaviais têm alta de 13% na produtividade média
Wenderson Araújo/CNA
A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil registrou um aumento de 13% em abril O desempenho marca o início do ciclo 2026/27 com indicadores superiores aos registrados no mesmo período da safra anterior.
De acordo com o Boletim de Olho na Safra, elaborado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a colheita alcançou a marca de 83,4 toneladas de cana por hectare (t/ha). Em abril de 2025, o índice de produtividade — que mede o volume de cana colhido em uma determinada área — havia sido de 73,8 t/ha.
Qualidade e tecnologia no campo
Além do volume no campo, a qualidade da matéria-prima também apresentou uma evolução positiva. O indicador de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), que determina o potencial de produção de açúcar ou etanol da planta, subiu 0,5%.
Os dados da Plataforma de Benchmarking do CTC mostram que o ATR passou de 112,1 kg/t na safra passada para 112,6 kg/t no levantamento atual. Esse crescimento é fundamental para a rentabilidade das usinas, pois indica uma cana mais rica em energia para o processamento industrial.
O Centro de Tecnologia Canavieira, responsável pelo levantamento, é uma instituição líder global em biotecnologia voltada para o setor sucroenergético. Com sede em Piracicaba (SP), o CTC mantém o maior banco de germoplasma do mundo — um acervo genético com mais de 5 mil variedades de cana — utilizado para desenvolver plantas mais resistentes a pragas e com maior capacidade produtiva.
Impacto no setor sucroenergético
O setor sucroenergético compreende a cadeia produtiva que utiliza a cana para gerar açúcar, etanol e bioeletricidade. O desempenho positivo em abril reforça a competitividade do agronegócio nacional, permitindo que o Brasil mantenha sua posição de destaque no mercado global.
A utilização de variedades de alta produtividade é um dos pilares que sustenta o atendimento da demanda mundial por açúcar. Além disso, a eficiência no campo garante a viabilidade do etanol como um combustível renovável estratégico e possibilita a cogeração de energia elétrica através da queima da palha e do bagaço.
Nos laboratórios de Piracicaba e nos Estados Unidos, equipes de cientistas continuam aprimorando o melhoramento genético para garantir que os resultados obtidos neste início de safra se tornem uma tendência constante para os produtores rurais brasileiros
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