O Paraná tem se consolidado como referência mundial na produção de seda, movimentando famílias do campo e gerando renda para pequenos produtores. O estado é responsável por 86% de toda a seda produzida no país, colocando o Brasil em destaque no mercado internacional, com exportações para países como Itália, Japão, Índia, China e, principalmente, França.
Diamante do Sul, município com pouco mais de 3 mil habitantes, é considerado o maior produtor de seda do Paraná. Apesar do baixo movimento nas ruas, a cidade abriga uma média de 120 produtores de bicho da seda, entre eles Jane, que se dedica à sericultura há cerca de 20 anos. "Me acostumei para cuidar da casa e ganhar o salário da casa", afirma Jane, que acorda às 4h da manhã para garantir que os bichos sejam alimentados na quantidade certa.
O clima da região favorece o desenvolvimento do bicho da seda, com temperatura ideal entre 20 e 28 graus. Cada caixa produz cerca de 75 kg de casulos, totalizando 150 kg por mês. "A qualidade da seda paranaense é altíssima. Principalmente a dedicação dos produtores, a gente trabalha em cima de manejo e qualidade de amoreira para ter o melhor fio", destaca Jane.
A produção envolve práticas sustentáveis, valorizando a agricultura familiar e abastecendo a alta costura urbana. "Quanto orgulho da nossa produção", ressalta a produtora. O cuidado no manejo e na alimentação dos bichos da seda é fundamental para garantir a qualidade do fio, que encanta o mercado internacional.
O Brasil se transforma em referência mundial de luxo, unindo a tradição do campo à sofisticação das grandes cidades. Além do Paraná, cidades do interior paulista como Gália, Tupã, Pirapozinho e Bastos, e municípios paranaenses como Londrina, Cianorte, Maringá, Toledo e Bela Vista da Karol, concentram o mercado da alta moda alimentado pela produção nacional de seda.
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