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Queijo de cabra do Rio de Janeiro é eleito o melhor do mundo em festival

Iguaria artesanal produzida em Valença, no sul fluminense, conquistou título inédito em evento com 2.700 concorrentes de 18 países

Da redação
DA REDAÇÃO

27/04/2026 • 09:53 • Atualizado em 27/04/2026 • 09:53

O queijo de cabra artesanal Sapucaia do Lago, produzido em Valença, no Rio de Janeiro, foi eleito o melhor queijo do mundo em um festival internacional realizado em São Paulo. A premiação contou com a participação de 2.700 competidores de 18 países diferentes.

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O produto fluminense se destacou pelo processo único de maturação e sabor complexo, consolidando a região como um polo de excelência na produção queijeira.

O Sapucaia do Lago é elaborado com leite de cabra fermentado com iogurte. O grande diferencial do processo é a maturação, que ocorre dentro de um ouriço de Sapucaia, fruto que funciona como uma forma natural. Segundo os produtores, esse método é responsável por manter a umidade ideal e transferir características únicas do fruto ao queijo durante os 21 dias de maturação.

Tradição familiar e inovação na pandemia

A produção é liderada por Fabrício, produtor de quarta geração de uma família dedicada ao leite. Embora o contato com a criação de cabras tenha começado aos 12 anos de idade, a fabricação do queijo artesanal campeão é recente: teve início apenas durante a pandemia de covid-19.

Antes de conquistar o título mundial, o queijaria já acumulava um histórico de 70 premiações em diversas categorias. No festival mais recente, o município de Valença obteve um desempenho expressivo, conquistando três medalhas adicionais em diferentes modalidades.

Valença se consolida como capital do queijo

O reconhecimento internacional reforça o título oficial recebido por Valença no ano passado. O governo do estado do Rio de Janeiro reconheceu o município como a "capital do queijo", visando ampliar a projeção turística, gastronômica e cultural da cidade.

Atualmente, a região oferece a "Rota do Queijo", um roteiro que inclui passeios guiados por fazendas e queijarias locais. O projeto permite que visitantes conheçam as histórias dos produtores e realizem degustações orientadas, fortalecendo a economia do sul fluminense por meio do agronegócio artesanal.