
Ministro André de Paula deixa a pesca e assume agricultura
Divulgação/Mapa
Com a saída de Carlos Fávaro para a disputa eleitoral, o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) passa para as mãos de André de Paula. Político veterano e atual presidente do PSD em Pernambuco, ele deixa o Ministério da Pesca e Aquicultura para assumir o desafio de dialogar com o agronegócio, considerado o setor 'otor do PIB brasileiro".
Natural do Recife e advogado de formação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), André de Paula, de 64 anos, carrega o DNA da política nordestina conciliadora. Sua carreira começou cedo e passou por quase todas as instâncias do Legislativo.
Foi deputado estadual e, posteriormente, consolidou-se na Câmara dos Deputados, onde exerceu seis mandatos consecutivos. Em Brasília, tornou-se uma figura central do "centrão moderado", ocupando postos como a segunda-vice-presidência da Casa e a liderança do PSD, partido que ele ajudou a fundar e fortalecer ao lado de Gilberto Kassab.
Experiência no executivo: da pesca à agricultura
Embora seja visto como um articulador político nato, André de Paula não é um estranho à gestão pública de áreas produtivas. Em Pernambuco, já havia comandado a Secretaria de Produção Rural e a Secretaria das Cidades.
Desde janeiro de 2023, ele estava à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura. Sua missão inicial foi hercúlea: refundar uma estrutura que havia sido extinta e transformada em secretaria no governo anterior. Durante sua gestão, focou na modernização do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) e na abertura de novos mercados para o pescado brasileiro, experiência que agora será escalonada para as dimensões continentais do agronegócio.
A escolha de André de Paula para a Agricultura é um movimento cirúrgico do governo. Em um ano de eleições e de tensões latentes entre o setor produtivo e as pautas ambientais, o novo ministro é visto como um "pacificador".
Diferente de perfis mais ideológicos, André é conhecido pela capacidade de ouvir e pela sobriedade no trato. Sua proximidade com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o trânsito livre entre diferentes espectros partidários são suas principais armas para conduzir os temas sensíveis que o aguardam.
André de Paula assume o ministério em um momento de transição de ciclo. Entre suas prioridades estão:
- Plano Safra 2026/2027: A negociação de juros e subsídios para o próximo ciclo produtivo.
- Sanidade Animal: A manutenção do status de áreas livres de febre aftosa sem vacinação, crucial para as exportações.
- Diplomacia Comercial: A continuidade da abertura de mercados, especialmente na Ásia, garantindo que o Brasil siga como o "celeiro do mundo".
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