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Redução de tarifas ao café brasileiro foi de 10%

Concorrentes do Brasil têm tarifa zero para exportar para os EUA; especialistas defendem a sustentabilidade do café brasileiro

Da redação
DA REDAÇÃO

17/11/2025 • 11:28 • Atualizado em 17/11/2025 • 11:28

Resumo

O governo brasileiro mantém negociações com os Estados Unidos para reverter a sobretaxa de 40% aplicada a diversos produtos nacionais. A decisão americana de isentar alguns itens da chamada tarifa recíproca de 10% foi considerada positiva por autoridades brasileiras, indicando uma possível mudança na postura do país norte-americano em relação aos seus parceiros comerciais.

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Segundo o governo, a última ordem executiva do presidente Trump foi positiva e na ‘direção correta’. Apesar da sinalização favorável, representantes brasileiros de diversos setores afirmam que aguardam os próximos passos e estão otimistas quanto à possibilidade de novos avanços nas negociações bilaterais.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que a medida dos Estados Unidos atinge cerca de 80 itens agrícolas da pauta de exportações do Brasil para o mercado americano. Desses, quatro foram isentos da tarifa de 10%: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os demais 76 produtos, incluindo carnes, frutas como manga, açaí e banana, além do café, continuam sujeitos à tarifa de 40%.

No caso do café, a situação se agrava: enquanto a taxa para os principais concorrentes do Brasil, como Colômbia e Vietnã, foi reduzida para zero, o café brasileiro segue com a tarifa de 40%. O setor alerta para riscos de competitividade. "Os nossos concorrentes estão isentos e o Brasil segue com a tarifa de 40%. Isso é muito perigoso, porque a abertura de mercado para todos os nossos concorrentes permite que outros cafés passem a ocupar esses blends", diz Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional de Café.

Representantes dde outros setores avaliam que o corte tarifário deve ser comemorado, mas ressaltam a necessidade de cautela e de avanços nas negociações entre os dois países e aguardam que a medida contribua para aumentar as exportações brasileiras no terceiro trimestre deste ano, após uma queda de 73% nas vendas para os Estados Unidos, no caso de frutas, por exemplo.

O governo e representantes do setor produtivo seguem acompanhando os desdobramentos das negociações, em busca de condições mais favoráveis para os produtos brasileiros no mercado americano.

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