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Safra da noz-pecã deve chegar a 8 mil toneladas após dois ciclos de quebra

Produção é favorecida por clima regular e evolução no manejo; cenário será apresentado na Abertura da Colheita, em maio, na Serra gaúcha

Da redação
DA REDAÇÃO

09/04/2026 • 13:28 • Atualizado em 09/04/2026 • 13:28

Produção da noz-pecã em 2026 aumenta com clima mais regular no sul

Produção da noz-pecã em 2026 aumenta com clima mais regular no sul

Divulgação/IBPecã

A safra brasileira de noz-pecã em 2026 deve se aproximar de 8 mil toneladas, superando as projeções iniciais do setor. O resultado, impulsionado pela regularidade climática e pelo aprimoramento do manejo nos pomares, marca uma recuperação importante para a cultura após dois ciclos consecutivos de quebra na produção.

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A tendência de crescimento já era observada desde o período de floração, entre outubro e novembro, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Claiton Wallauer. De acordo com o dirigente, o volume atual supera as expectativas formadas no final do ano passado. “O clima ajudou, deu chuvas regulares dentro do período, e há uma possibilidade de nós termos uma safra que pode estar passando para 7 mil toneladas, quase chegando a 8 mil toneladas”, estima Wallauer.

Além do aumento no volume total, a qualidade das frutas também se destaca nesta temporada. Relatos de produtores indicam que as nozes colhidas apresentam características superiores às de anos anteriores.

O principal desafio da pecanicultura nacional, entretanto, permanece sendo o aumento da produtividade média. Wallauer explica que o setor busca um salto técnico para elevar a produção atual de uma tonelada por hectare para o patamar de duas toneladas. “O que se destaca muito, agora, na linha do manejo, é começarmos a aumentar as produções para chegarmos mais próximos das duas toneladas por hectare”, detalha o presidente do IBPecan.

Tecnologia e novos cultivares

Para atingir essa meta, o dirigente aponta que o avanço depende diretamente da adoção de tecnologias de campo e do uso de novos cultivares. Esse processo conta com o suporte estratégico de instituições de pesquisa e assistência técnica especializada para orientar o produtor rural.

Os dados consolidados e as perspectivas para o mercado serão apresentados durante a oitava edição da Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã. O evento está marcado para o dia 8 de maio, no município de Nova Pádua, na Serra gaúcha.

A solenidade deve reunir produtores, técnicos e especialistas do setor para avaliar o desempenho da safra e discutir as estratégias de expansão da noz-pecã no Brasil. A cultura tem ganhado relevância no agronegócio gaúcho, consolidando o Rio Grande do Sul como o principal estado produtor da fruta no país.