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Seca e calor extremo? Como a tecnologia da Agrishow salva a safra

Sensores em tempo real, IA preditiva e solução da Sigma ajudam produtor a enfrentar clima instável e novas regras globais

Da redação
DA REDAÇÃO

15/04/2026 • 12:21 • Atualizado em 15/04/2026 • 12:21

Seca e calor extremo? Como a tecnologia da Agrishow salva a safra

Seca e calor extremo? Como a tecnologia da Agrishow salva a safra

Wenderson Araújo/CNA

A Agrishow 2026, que acontece em Ribeirão Preto (SP) entre 27 de abril e 1º de maio, aposta em sensores em tempo real, inteligência artificial preditiva e plataformas de dados climáticos para ajudar o produtor rural a proteger a safra diante de secas e ondas de calor mais frequentes após um 2025 entre os anos mais quentes da história.

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O clima enlouqueceu: tecnologia como escudo contra secas e ondas de calor

A gestão de riscos no agronegócio passa por uma transformação para enfrentar a instabilidade climática, e a Agrishow 2026 se consolida como vitrine das ferramentas voltadas à proteção da produção.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2025 esteve entre os três anos mais quentes já registrados, cenário que ampliou a ocorrência de secas e ondas de calor. No Brasil, esses eventos já afetaram diretamente a produtividade de culturas sensíveis, como a soja.

Para reduzir perdas, ganham espaço soluções baseadas em inteligência artificial preditiva, capazes de cruzar histórico de produtividade, séries climáticas e dados operacionais da fazenda para antecipar riscos, simular cenários de plantio e recomendar estratégias de manejo mais resilientes.

Plataformas de integração de dados organizam informações que antes estavam dispersas, reunindo clima, solo, maquinário e operações em um único painel.

Com isso, o produtor planeja a safra com mais previsibilidade e consegue reagir com rapidez a mudanças bruscas de temperatura ou atrasos nas chuvas.

Sensores em tempo real: monitoramento da fazenda na palma da mão

O monitoramento contínuo do ambiente é peça central dessa nova gestão de riscos. Tecnologias com sensores instalados nas propriedades captam, em tempo real, temperatura do ar, umidade do solo e volume de chuva, entre outros indicadores.

Conectados a aplicativos, esses dispositivos colocam a fazenda na palma da mão. O produtor deixa de depender apenas da experiência empírica e passa a tomar decisões com base em dados objetivos fornecidos minuto a minuto.

Na prática, as leituras dos sensores ajudam a ajustar a data ideal de plantio conforme a previsão de chuvas, a definir janelas mais seguras para aplicação de fertilizantes e defensivos e a calibrar sistemas de irrigação a partir da umidade real do solo no momento da operação.

Integrados a plataformas de dados e à inteligência artificial, esses equipamentos transformam cada talhão em uma fonte de informação, permitindo intervenções pontuais e redução de desperdícios de água, energia e insumos em períodos de seca e calor extremo.

Mercado de carbono: as exigências globais e as soluções inéditas da Sigma

O avanço tecnológico focado no clima também responde ao endurecimento das regras internacionais.

O Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento, conhecido como EUDR, já influencia o comércio global ao exigir rastreabilidade e comprovação de origem das commodities.

Em paralelo, cresce o interesse pelo mercado voluntário de carbono, que remunera projetos capazes de reduzir emissões ou aumentar o sequestro de carbono na agricultura. Para acessar esse mercado, o produtor precisa de medições confiáveis do desempenho ambiental de suas áreas.

Preparando o campo para essa nova realidade, a Sigma apresenta na Agrishow 2026 a Estação de Medição de Fluxo de Carbono Sensor Carbon Node LI-720, voltada à quantificação de carbono em sistemas agrícolas.

O equipamento mede com precisão o fluxo de carbono entre solo, plantas e atmosfera, fornecendo dados essenciais para projetos de sustentabilidade, relatórios de emissões e comprovação de sequestro de carbono.

Feira terá tema "A força de nossas raízes”

A Agrishow 2026 terá como tema “A força de nossas raízes”. O evento busca reafirmar os pilares que sustentam o agronegócio brasileiro, unindo a tradição do campo à vanguarda da evolução tecnológica.

A organização projeta receber mais de 197 mil pessoas de 50 países diferentes. O espaço de 520 mil metros quadrados abrigará 800 marcas nacionais e internacionais. Delegações de países como China, Índia, Estados Unidos e Holanda já confirmaram presença, consolidando a feira como o principal ponto de encontro entre o produtor brasileiro e o mercado global.

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