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Seca nos reservatórios ameaça aumento na conta de luz e impacta agronegócio

Baixa vazão dos rios e queda no nível de represas estratégicas podem forçar o uso de térmicas e elevar o preço da energia ainda este ano

Da redação
DA REDAÇÃO

19/01/2026 • 08:38 • Atualizado em 19/01/2026 • 08:38

O baixo nível de água nos reservatórios das hidrelétricas brasileiras neste verão acendeu um alerta para o setor elétrico e para os produtores rurais. Com a combinação de calor intenso, que eleva o consumo, e chuvas abaixo da média, o custo da energia pode subir nos próximos meses, impactando diretamente o orçamento das famílias e o custo de produção nas áreas irrigadas.

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Chuvas abaixo da média histórica

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a vazão dos rios está significativamente abaixo do esperado para o mês de janeiro. A situação mais grave encontra-se na região Nordeste, que registra apenas 43% da média histórica de chuvas para o período. No Sudeste e no Centro-Oeste, a estimativa de vazão é de 67%.

Atualmente, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que concentra os principais reservatórios do país, opera com menos de 43% da sua capacidade total. A projeção é que esse nível permaneça abaixo da metade até o fim do mês, caso o volume de chuvas não mude drasticamente.

Comparativo dos níveis de armazenamento

Os dados atuais mostram uma queda acentuada em relação ao mesmo período do ano passado, evidenciando o esvaziamento das bacias:

  • Furnas (Sudeste): Registrou a queda mais drástica, passando de 69% para apenas 32%.
  • Tucuruí (Norte): Recuou de 40% para 31,8%.
  • Sobradinho (Nordeste): Caiu de 56% para 43%.
  • G. B. Munhoz (Paraná): Baixou de 85% para 54%.

Impacto nas tarifas e medidas do governo

Embora especialistas descartem o risco de apagão no curto prazo, devido à diversidade da matriz elétrica atual, a escassez de água traz consequências financeiras. Quando as hidrelétricas não dão conta da demanda, o governo é obrigado a acionar as usinas térmicas, que são mais caras por dependerem da queima de combustíveis.

Apesar de janeiro ainda manter a bandeira tarifária verde, a continuidade da seca pode forçar o aumento das contas de luz ao longo de 2026. Como medida preventiva, o Ministério de Minas e Energia já estuda um plano de ação para a recuperação dos reservatórios, que inclui a redução da vazão média na bacia do rio Paraná.

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