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Senar/MT e Famato anunciam investimento de R$ 16 milhões no Pantanal

Projeto Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS) deve ser ampliado para 160 propriedades rurais até 2030

Da redação
DA REDAÇÃO

13/11/2025 • 11:36 • Atualizado em 13/11/2025 • 11:36

Bovinos no Pantanal

Bovinos no Pantanal

Divulgação/Fescop

Resumo

O anúncio realizado pelo Sistema Famato e Senar MT durante a COP30, em Belém (PA), prevê investimento de R$ 16 milhões até 2030 para expandir o programa Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS), com meta de atender 160 propriedades e alcançar 1 milhão de hectares no Pantanal mato-grossense.

O plano envolve parcerias com Embrapa Pantanal, Imea e Agrihub, totalizando mais de R$ 20 milhões e incluindo assistência técnica, mobilização de produtores para adesão voluntária e valorização da carne pantaneira certificada no mercado.

Os recursos serão direcionados à formação de técnicos e produtores, fortalecimento da extensão rural e implantação de monitoramento socioambiental, utilizando protocolo científico desenvolvido pela Embrapa Pantanal para integrar produção agropecuária, inclusão social e sustentabilidade alinhada aos ODS e princípios ESG.

Na COP30, em Belém (PA), o Sistema Federação Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar MT), anunciou na quarta-feira, 12, Dia do Pantanal, investimento de R$ 16 milhões até 2030 para expandir a adoção da Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS). A meta é atender 160 propriedades e alcançar 1 milhão de hectares com assistência técnica e gestão.

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O anúncio ocorreu na Arena da Agrizone, espaço organizado pela Embrapa Pantanal (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Somando aportes de parceiros, o programa prevê mais de R$ 20 milhões até 2030. Pelo plano, o Senar MT executará a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e mobilizará produtores para adesão voluntária à FPS. Famato, Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) e Agrihub atuarão na articulação com o mercado para valorizar a carne pantaneira certificada.

Os recursos vão formar técnicos, consultores e produtores, fortalecer a extensão rural e estruturar sistemas de monitoramento socioambiental nas fazendas participantes. A rede busca dar capilaridade e consistência técnica ao programa no Pantanal mato-grossense. “A ideia é colocar a FPS na rotina das fazendas. Com a ATeG, equipes qualificadas apoiam a gestão, medem avanços e ajustam o rumo quando necessário”, afirma o superintendente do Senar MT, Marcelo Lupatini.

A FPS é uma plataforma que acompanha indicadores ambientais, socioculturais, produtivos e de bem-estar animal, com protocolo baseado em critérios científicos. O sistema é o resultado de mais de 20 anos de pesquisa da Embrapa Pantanal e integra boas práticas agropecuárias e tecnologias desenvolvidas em cinco décadas de atuação da instituição na região. “O projeto une pesquisa, extensão, produtores e parceiros. Mostra que é possível alinhar produção, inclusão social e sustentabilidade, em sintonia com os ODS e princípios de ESG (ambiental, social e governança)”, diz a chefe-geral da Embrapa Pantanal, Suzana Salis.

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