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Vendas de máquinas agrícolas deve crescer 3,4% em 2026, projeta Abimaq

Projeção indica desaceleração após alta de 7,4% em 2025; queda no preço das commodities e juros altos freiam investimentos no campo

VIVIANE TAGUCHI

02/02/2026 • 16:41 • Atualizado em 02/02/2026 • 16:41

Setor deve crescer, mas em ritmo mais lento que no ano passado

Setor deve crescer, mas em ritmo mais lento que no ano passado

Divulgação

Resumo

O mercado de máquinas agrícolas projeta crescimento de 3,4% em faturamento para 2026, segundo a Abimaq, após avanço de 7,4% e receita de R$ 66,75 bilhões em 2025.

A cautela dos produtores rurais é influenciada pela queda dos preços de commodities como soja e milho, taxas de juros elevadas que encarecem o crédito e pelo aumento dos custos dos insumos agrícolas.

A indústria de máquinas e equipamentos planeja investir R$ 10,07 bilhões em 2026, priorizando modernização tecnológica e eficiência para atender à demanda por máquinas conectadas e precisas.

O setor de máquinas agrícolas deve manter a trajetória de crescimento em 2026, embora em um ritmo menos acelerado. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a projeção para o segmento é de uma alta de 3,4% no faturamento para o próximo ano. O número representa uma desaceleração quando comparado ao desempenho de 2025, ano em que o setor registrou um salto de 7,4%, atingindo uma receita robusta de R$ 66,75 bilhões.

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Essa moderação nas expectativas reflete o atual momento de cautela do produtor rural brasileiro. De acordo com a análise setorial, três fatores principais pesam sobre a decisão de investimento:

Commodities em baixa: A queda nos preços internacionais de soja e milho pressiona as margens de lucro.

Crédito caro: As taxas de juros ainda elevadas dificultam o financiamento de bens de capital.

Custo de produção: O alto valor dos insumos limita o fluxo de caixa para a renovação de frotas.

Apesar do cenário mais desafiador no agro, a indústria de máquinas e equipamentos como um todo demonstra resiliência. O setor planeja investir R$ 10,07 bilhões em 2026, com foco total em modernização tecnológica e ganhos de eficiência, visando atender a uma demanda por máquinas cada vez mais conectadas e precisas.