Símbolos do Pará, tucupi, açaí e maniçoba estão proibidos na COP30; veja a lista completa
Organização dos Estado Íbero-Americanos (OEI) proibiu comercialização de todos os tipos de açaí como medida de segurança sanitária

A Organização dos Estado Íbero-Americanos (OEI) proibiu a venda de açaí, produto tipicamente paraense, nas áreas de eventos da COP30, que acontece em Belém (PA) em novembro. A medida, de acordo com o edital, foi tomada por questões de segurança alimentar. Mas não é somente o açaí que não poderá ser vendido no local do evento. Produtos como sucos naturais de frutas, leite e doces também estão proibidos.
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A OEI argumenta que a proibição deve-se à questões de segurança sanitária e alimentar.
O edital para selecionar operadores de quiosques e restaurantes dentro da Blue Zone, de acesso restrito, e da Green Zone, de acesso à sociedade civil na COP 30 está aberto até o dia 25 de agosto. No documento, estão todos os alimetnos e ingredientes e preparos autorizados e proibidos para serem comercializados dentro do evento.
O tucupi (caldo feito a partir da mandioca), a maniçoba (prato feito à base da maniva, a folha da mandioca) e todos os tipos de açaí foram barrados e classificados como alimentos com alto risco de contaminação.
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Veja outros alimentos que terão venda proibida na COP30:
- sucos de fruta in natura,
- maionese e molhos caseiros,
- bebidas abertas e sem nota fiscal,
- leite cru e derivados não pasteurizados,
- doces caseiros com cremes ou ovos sem refrigeração,
- gelo artesanal ou não industrializado,
- alimentos preparados com antecedência e fora de refrigeração,
- e produtos artesanais sem rotulagem e registro sanitário.
Apesar das proibições, o edital orienta que os restaurantes e quiosques precisam incluir até 30% de ingredientes locais ou sazonais nos cardápios, priorizando alimentos orgânicos e produzidos de forma agrícola sustentável.
O Brasil é responsável por cerca de 90% da produção mundial de açaí, sendo o Pará o estado com maior produção. A média anual de produção no estado ultrapassa 1,7 milhão de toneladas do fruto, segundo o governo estadual.
