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Trigo sobe e pressiona pecuária, mas preço da farinha cai no Brasil

Valores do grão são impulsionados por bons volumes embarcados ao exterior, mas valorização do real limita novos avanços nos preços

Da redação
DA REDAÇÃO

10/02/2026 • 10:18 • Atualizado em 10/02/2026 • 10:18

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Resumo

O mercado do trigo registra preços elevados em Rio Grande do Sul e São Paulo, sustentados por estoques internos reduzidos e exportações robustas, conforme análise do Cepea.

O setor de derivados apresenta cenário misto, com alta no preço do farelo de trigo devido à demanda pecuária e queda na farinha de trigo causada por baixa demanda doméstica e consumo interno desacelerado.

O Rio Grande do Sul se destaca como origem das exportações brasileiras de trigo em janeiro de 2026, enquanto o fluxo de importações permanece estável, com 6,68 milhões de toneladas compradas nos últimos 12 meses.

O preço do trigo permanece em patamares elevados nos mercados do Rio Grande do Sul e de São Paulo, impulsionado pela redução dos estoques internos e pelo desempenho positivo das exportações brasileiras.

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Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgado nesta terça-feira (10), a firmeza nas cotações reflete um cenário de oferta restrita, embora fatores como a desvalorização do dólar frente ao real e a queda dos contratos nas bolsas norte-americanas atuem como limitadores para altas mais expressivas no curto prazo.

Mercado de derivados apresenta cenário misto

A dinâmica de preços estende-se aos derivados do cereal, apresentando comportamentos distintos de acordo com o segmento. No setor pecuário, a demanda aquecida pelo farelo de trigo tem sustentado a trajetória de alta nos preços deste subproduto.

Em contrapartida, a farinha de trigo — principal componente da cesta básica — registrou nova queda em seus valores comerciais. Pesquisadores do Cepea indicam que essa retração é resultado direto da baixa demanda doméstica, com o consumo interno apresentando sinais de desaceleração nas últimas semanas.

Exportações em janeiro concentram-se no Rio Grande do Sul

No front externo, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que o Brasil exportou 370,6 mil toneladas de trigo em janeiro de 2026. Praticamente todo o volume embarcado teve como origem as lavouras do Rio Grande do Sul, consolidando o estado como o principal player exportador do grão no período.

Apesar do desempenho mensal, o acumulado dos últimos 12 meses mostra um recuo nos embarques totais. Entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o Brasil somou 2,1 milhões de toneladas exportadas, volume inferior às 2,45 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior (fevereiro de 2024 a janeiro de 2025).

Brasil mantém estabilidade nas importações do grão

Pelo lado das compras externas, o fluxo de entrada de trigo nos portos brasileiros segue em linha com os padrões históricos. Somente em janeiro de 2026, chegaram ao país 504,2 mil toneladas do cereal.

No balanço anualizado, o volume total de importações alcançou 6,68 milhões de toneladas nos últimos 12 meses. O dado demonstra estabilidade em relação ao período terminado em janeiro de 2025, quando as compras externas totalizaram 6,75 milhões de toneladas.

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