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Venda de máquinas agrícolas cai 13% no 1º trimestre, aponta Anfavea

Vendas de máquinas agrícolas caem 13,1% no primeiro trimestre de 2026, mas exportações do setor crescem e atingem alta de 5,7%, aponta Anfavea

Da redação
DA REDAÇÃO

15/04/2026 • 15:25 • Atualizado em 15/04/2026 • 15:25

Importações aumentaram 48,4% no período, apontou relatório

Importações aumentaram 48,4% no período, apontou relatório

Wenderson Araújo/CNA

As vendas de máquinas agrícolas no varejo brasileiro registraram uma queda de 13,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o setor comercializou 9,8 mil unidades nos três primeiros meses do ano.

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Apesar do recuo no mercado interno, as exportações de máquinas agrícolas apresentaram crescimento. No acumulado do trimestre, as vendas para o exterior totalizaram 1,33 mil unidades, o que representa uma alta de 5,7% frente ao primeiro trimestre de 2025. Já as importações mantiveram uma trajetória de forte elevação. A compra de maquinário estrangeiro somou 3,35 mil unidades no período, um avanço expressivo de 48,4% sobre o volume registrado no ano anterior.

A Anfavea ressalta que o balanço reflete um cenário de cautela no mercado nacional de máquinas para o agronegócio. O setor de máquinas agrícolas é um indicador fundamental da intenção de investimento do produtor rural "da porteira para dentro".

Os números mostram que, enquanto a demanda doméstica desacelera, o produtor busca alternativas em equipamentos importados para modernizar a frota. Este movimento ocorre em um período de transição no campo, onde o planejamento para as próximas safras e a gestão do crédito agrícola são determinantes para o ritmo de compras.

O papel das exportações e importações

O crescimento de 5,7% nas exportações ajuda a equilibrar a balança da indústria nacional. A presença de máquinas brasileiras em mercados internacionais reforça a competitividade da tecnologia produzida no país.

Por outro lado, a alta de quase 50% nas importações indica que há uma busca por tecnologias específicas ou condições de aquisição que têm favorecido o produto estrangeiro neste início de 2026. A Anfavea continuará monitorando os índices de comercialização para avaliar se a queda no varejo nacional é um ajuste pontual ou uma tendência para o semestre.