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400º leilão da GDT marca virada no mercado internacional do leite

A plataforma eletrônica GDT, a Global Dairy Trade, que tem forte influência e serve de referência pro setor leiteiro no mundo inteiro, promoveu na terça-feira passada, dia 17, o seu

Terraviva
TERRAVIVA

24/03/2026 • 18:51 • Atualizado em 24/03/2026 • 18:51

A plataforma eletrônica GDT, a Global Dairy Trade, que tem forte influência e serve de referência pro setor leiteiro no mundo inteiro, promoveu na terça-feira passada, dia 17, o seu leilão de número 400 e, além de arredondar a conta, esta quadringentésima edição também mereceu a atenção geral por ter marcado a mudança de direção do mercado internacional. O caso acontecido foi que, depois de ter subido seguidamente desde o final do ano passado, o preço médio dos derivados negociados ficou praticamente estável, em US$ 4,330 mil por tonelada, com uma alta muito ligeira de 0,1% na comparação com o pregão anterior, realizado duas semanas antes. A explicação é que, mesmo não tendo fartura de mercadoria, a oferta, que tava muito apertada, agora tá mais equilibrada em relação à procura.

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De acordo com o balanço oficial divulgado pelos analistas da cooperativa neozelandesa Fonterra, que é responsável pela organização do leilão, o volume de leite e derivados comercializados na semana passada chegou a 19,5 mil toneladas, o que representou um aumento de 3,4%, sempre na mesma comparação. Fazendo então o destrinchamento da relação apresentada na praça, na procissão que pegou o rumo de descida do estradão quem apareceu na frente foi o leite em pó integral, justamente o produto negociado em maior quantidade na GDT, que saiu por US$ 3,709 mil, ou 4% a menos do que no último pregão. Já na lista das arribadas, o leite em pó desnatado registrou uma substanciosa alta de 5,2%, fechando o dia no valor de US$ 3,409 mil.

A respeito dos efeitos que este amansamento das cotações lá no estrangeiro pode ter aqui no nosso próprio terreiro, pro pessoal do Portal Milkpoint a primeira questão a ser levada em consideração é que o preço se estabilizou depois de uma forte arribada e parou lá nos degraus mais altos da escada, né. Pois isso vale também pra Argentina e pro Uruguai, que é onde a indústria laticinista e os distribuidores atacadistas brasileiros vão buscar leite e derivados pra inundar o nosso próprio mercado, e logicamente que nestes valores atuais, a importação tá menos vantajosa. Além disso, o dólar voltou a se valorizar em relação ao real, e isso quer dizer que o mesmo produto vai ficar mais caro no nosso dinheiro. Aí, com a situação cambial também ficando assim desfavorável, a porteira vai ficar menos escancarada pra entrada da mercadoria estrangeira. Pois tomara, mesmo, né.