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"Depois de me trair, o amor da minha vida morreu de forma trágica em casa"; leia relato

Adriane e Vagner viveram uma história marcada por traições, perdão, reencontros e uma despedida inesperada

Da redação
DA REDAÇÃO

01/09/2025 • 15:03 • Atualizado em 01/09/2025 • 15:03

Adriane e Vagner viveram uma história intensa, cheia de altos e baixos, erros, perdão e recomeços. Depois de tantos desencontros, quando finalmente pareciam viver a fase mais feliz de suas vidas, o destino surpreendeu com uma despedida dolorosa. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM, desta segunda-feira (1°).

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Quando eu era mais novinha, sempre via um rapaz muito bonito no ponto de ônibus, na volta do trabalho. Foram meses assim... só olhando de longe e sem nunca ter coragem para conversar. Até que um dia, uma amiga foi me acompanhando até o ponto e me contou que conhecia o tal rapaz e que o nome dele era Vagner. Eu confessei que tava interessada e ela, como uma boa amiga, apresentou a gente.

Nós começamos a conversar e eu logo descobri que ele namorava, mas eu já tava apaixonada. A gente continuou conversando e quando ele me convidou para sair a primeira vez, eu aceitei. Acontece que, conforme a gente ia se conhecendo mais, mais eu ia me apegando a ele. Eu fui criando um sentimento muito forte e resolvi abrir o meu coração.

— Eu também gosto de você, Adriane.

— Então por que você não termina com a outra?

— E quem disse que eu não terminei?

— Você... você terminou com ela para ficar comigo? Jura?

— Juro! Você quer namorar comigo?

Eu aceitei e não demorou muito para o namoro virar noivado, e o noivado virar casamento.

A descoberta da traição

Quando nós fomos morar juntos, eu ainda fazia faculdade. Entre trabalho, estudos e cuidar da casa, a rotina ficou pesada, e além disso, com filho pequeno, a gente quase não tinha mais tempo um para o outro. Aos poucos, eu percebi que o Vagner estava ficando cada vez mais frio comigo.

No Natal, nós fizemos um churrasco na casa da minha mãe com toda a família reunida. À meia-noite, enquanto todos trocavam abraços, o celular dele tocou. Eu vi uma mensagem estranha, e quando abri, descobri tudo. Ele me traía com uma mulher casada.

Na manhã seguinte, confrontei ele diante de todos:

— Você não tem nada pra me contar, não, Vagner?

— Não, bom dia pra você também!

— Para de ser fingido. Olha aqui… eu tenho até provas.

— POR QUE VOCÊ TÁ MEXENDO NO MEU CELULAR?

— Eu descobri tudo! Você tá me traindo com uma mulher CASADA!

A briga foi pública, e pouco depois nós nos separamos. Ele foi morar com a amante na casa da própria mãe. Foi a maior vergonha e a dor mais profunda que já senti.

Um novo amor para curar

A vida seguiu e, tentando me reerguer, comecei a frequentar um projeto de samba perto de casa. Foi ali que conheci um rapaz que me trouxe de volta a alegria.

Foram dois anos de carinho, leveza e aprendizado. Mas, com o tempo, percebemos que nossos caminhos eram diferentes e terminamos. Apesar disso, ele me ensinou que era possível amar e ser feliz de novo.

O reencontro com Vagner

No aniversário da minha filha, ela pediu para chamar o pai. Eu aceitei. E naquele reencontro, depois de tantos olhares e conversas, decidimos tentar novamente.

Foram meses de namoro como adolescentes, até que resolvemos morar juntos outra vez. Não foi fácil, muitos da família não aceitaram, mas nós estávamos felizes. Viajamos, curtimos a vida e voltamos a ser uma família unida.

Ele estava mais carinhoso, mais presente, e eu sentia que finalmente tínhamos vencido todas as dores do passado.

A despedida inesperada

Voltamos de uma viagem inesquecível a Porto de Galinhas. Vagner parecia ainda mais amoroso, como se cada gesto fosse um presente.

Numa noite, ele falou palavras estranhas, como se estivesse se despedindo. No dia seguinte, acordei e não o encontrei na cama. Procurei pela casa e o vi caído perto da escada.

Meu coração disparou. Como enfermeira, tentei reanimá-lo, mas já era tarde. Vagner havia caído de uma altura de dois metros e não resistiu.

A dor foi insuportável. A casa que antes era cheia de vida ficou em silêncio. Parecia que ele sabia que seu fim estava próximo, porque desde a viagem estava diferente, como se quisesse deixar memórias eternas comigo.

Três anos se passaram, mas a ausência do Vagner ainda pesa como se fosse ontem. Foram 43 anos juntos, entre erros, perdão, quedas e recomeços.

Eu sigo, mas nunca inteira. Aprendi que o tempo não cura, apenas ensina a conviver. O Vagner foi, é e sempre será o amor da minha vida. E enquanto eu respirar, o nosso amor nunca vai morrer.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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