Adriane e Vagner viveram uma história intensa, cheia de altos e baixos, erros, perdão e recomeços. Depois de tantos desencontros, quando finalmente pareciam viver a fase mais feliz de suas vidas, o destino surpreendeu com uma despedida dolorosa. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM, desta segunda-feira (1°).
Quando eu era mais novinha, sempre via um rapaz muito bonito no ponto de ônibus, na volta do trabalho. Foram meses assim... só olhando de longe e sem nunca ter coragem para conversar. Até que um dia, uma amiga foi me acompanhando até o ponto e me contou que conhecia o tal rapaz e que o nome dele era Vagner. Eu confessei que tava interessada e ela, como uma boa amiga, apresentou a gente.
Nós começamos a conversar e eu logo descobri que ele namorava, mas eu já tava apaixonada. A gente continuou conversando e quando ele me convidou para sair a primeira vez, eu aceitei. Acontece que, conforme a gente ia se conhecendo mais, mais eu ia me apegando a ele. Eu fui criando um sentimento muito forte e resolvi abrir o meu coração.
— Eu também gosto de você, Adriane.
— Então por que você não termina com a outra?
— E quem disse que eu não terminei?
— Você... você terminou com ela para ficar comigo? Jura?
— Juro! Você quer namorar comigo?
Eu aceitei e não demorou muito para o namoro virar noivado, e o noivado virar casamento.
A descoberta da traição
Quando nós fomos morar juntos, eu ainda fazia faculdade. Entre trabalho, estudos e cuidar da casa, a rotina ficou pesada, e além disso, com filho pequeno, a gente quase não tinha mais tempo um para o outro. Aos poucos, eu percebi que o Vagner estava ficando cada vez mais frio comigo.
No Natal, nós fizemos um churrasco na casa da minha mãe com toda a família reunida. À meia-noite, enquanto todos trocavam abraços, o celular dele tocou. Eu vi uma mensagem estranha, e quando abri, descobri tudo. Ele me traía com uma mulher casada.
Na manhã seguinte, confrontei ele diante de todos:
— Você não tem nada pra me contar, não, Vagner?
— Não, bom dia pra você também!
— Para de ser fingido. Olha aqui… eu tenho até provas.
— POR QUE VOCÊ TÁ MEXENDO NO MEU CELULAR?
— Eu descobri tudo! Você tá me traindo com uma mulher CASADA!
A briga foi pública, e pouco depois nós nos separamos. Ele foi morar com a amante na casa da própria mãe. Foi a maior vergonha e a dor mais profunda que já senti.
Um novo amor para curar
A vida seguiu e, tentando me reerguer, comecei a frequentar um projeto de samba perto de casa. Foi ali que conheci um rapaz que me trouxe de volta a alegria.
Foram dois anos de carinho, leveza e aprendizado. Mas, com o tempo, percebemos que nossos caminhos eram diferentes e terminamos. Apesar disso, ele me ensinou que era possível amar e ser feliz de novo.
O reencontro com Vagner
No aniversário da minha filha, ela pediu para chamar o pai. Eu aceitei. E naquele reencontro, depois de tantos olhares e conversas, decidimos tentar novamente.
Foram meses de namoro como adolescentes, até que resolvemos morar juntos outra vez. Não foi fácil, muitos da família não aceitaram, mas nós estávamos felizes. Viajamos, curtimos a vida e voltamos a ser uma família unida.
Ele estava mais carinhoso, mais presente, e eu sentia que finalmente tínhamos vencido todas as dores do passado.
A despedida inesperada
Voltamos de uma viagem inesquecível a Porto de Galinhas. Vagner parecia ainda mais amoroso, como se cada gesto fosse um presente.
Numa noite, ele falou palavras estranhas, como se estivesse se despedindo. No dia seguinte, acordei e não o encontrei na cama. Procurei pela casa e o vi caído perto da escada.
Meu coração disparou. Como enfermeira, tentei reanimá-lo, mas já era tarde. Vagner havia caído de uma altura de dois metros e não resistiu.
A dor foi insuportável. A casa que antes era cheia de vida ficou em silêncio. Parecia que ele sabia que seu fim estava próximo, porque desde a viagem estava diferente, como se quisesse deixar memórias eternas comigo.
Três anos se passaram, mas a ausência do Vagner ainda pesa como se fosse ontem. Foram 43 anos juntos, entre erros, perdão, quedas e recomeços.
Eu sigo, mas nunca inteira. Aprendi que o tempo não cura, apenas ensina a conviver. O Vagner foi, é e sempre será o amor da minha vida. E enquanto eu respirar, o nosso amor nunca vai morrer.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.


