Band Paraná

Advogado é investigado por repasses a líder do tráfico no Parolin

Polícia apura pagamentos de mais de R$ 270 mil em esquema que já movimentou R$ 30 milhões

João Marcelo
JOÃO MARCELO

01/06/2026 • 19:11 • Atualizado em 01/06/2026 • 19:17

Um advogado é investigado por suspeita de repassar mais de R$ 270 mil a um dos líderes do tráfico de drogas no bairro Parolin, em Curitiba. Ele teria criado uma empresa de fachada para realizar os pagamentos e está preso preventivamente em uma segunda fase de operação que apura o esquema, iniciada em junho do ano passado.

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De acordo com a polícia, o advogado fazia repasses ilícitos para uma das lideranças da quadrilha que atuava na região. Os investigadores apontam que a empresa registrada em nome dele serviria para mascarar os valores destinados ao grupo criminoso.

O delegado Ricardo Casanova afirmou que os agentes apreenderam itens que reforçam a suspeita sobre o envolvimento do suspeito.

“Nós encontramos um cartão de crédito em nome dele na casa de um dos líderes, com suposta utilização para pagamento de despesas dessas lideranças. Também encontramos um contrato de locação de um dos imóveis em Maceió”, detalhou.

Grupo era comandado de Alagoas

A investigação começou em junho do ano passado e aponta que o grupo chefiava o tráfico à distância, a partir de Alagoas. Segundo a polícia, o principal traficante, que morava no estado e já está preso, comandava as ações da organização criminosa no Parolin.

Esta é a segunda fase da operação, que teve a primeira etapa deflagrada em abril deste ano. Na ocasião, a polícia prendeu 11 pessoas, todas suspeitas de integrar a organização responsável por movimentar mais de R$ 30 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Celulares em análise e novas diligências

Os investigadores ainda analisam celulares apreendidos durante as ações. A polícia não descarta a participação de outras pessoas no esquema.

“Ainda não sabemos se há novas pessoas envolvidas. Se verificarmos novos fatos com novos nomes, haverá continuidade nas investigações”, afirmou o delegado Ricardo Casanova.