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''Rajada”, ''dono'' do Parolin, é preso e vivia em casa de luxo

Polícia suspeita que pai e filho mortos em Tamandaré foram executados a mando dele

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

24/04/2026 • 11:49 • Atualizado em 24/04/2026 • 11:49

Werik de Souza Leal, conhecido como “Rajada” e apontado como líder do tráfico no bairro Parolin, em Curitiba, foi preso nesta sexta-feira (24) durante uma mega operação das forças de segurança. Ele foi localizado em um condomínio de alto padrão em Maceió (AL), onde, segundo a polícia, vivia com alto padrão financeiro enquanto comandava crimes à distância.

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A operação cumpre mandados judiciais no Paraná e em outros estados e já resultou em 11 prisões até o momento, além de buscas e bloqueio de bens ligados ao grupo. Uma pessoa morreu em confronto com a polícia em Curitiba.

Por que ele estava solto

De acordo com a investigação, Rajada cumpria pena em regime semiaberto no Paraná e pediu transferência alegando ameaças de morte.

Segundo o delegado Ricardo Casanova, como não havia vaga no sistema prisional no estado de destino, a Justiça autorizou a progressão para o regime aberto. Com isso, ele passou a responder em liberdade, sem monitoramento eletrônico.

Vida de luxo no Nordeste

Mesmo fora do Paraná, a polícia afirma que o suspeito continuava comandando o tráfico no Parolin.

A investigação aponta que ele levava uma vida de alto padrão em Maceió, em imóveis avaliados em cerca de R$ 3 milhões. Os filhos estudavam em escolas particulares e as faturas de cartão de crédito ultrapassavam R$ 40 mil por mês. Carros de luxo também faziam parte do patrimônio.

Domínio do tráfico no Parolin

Segundo a apuração, o grupo consolidou o controle do tráfico na região após confronto com uma organização rival. A partir disso, imóveis passaram a ser usados como pontos de apoio para drogas, armas e dinheiro.

O grupo também é investigado por lavagem de dinheiro, com uso de contas de terceiros, empresas de fachada e movimentações financeiras para dificultar o rastreamento.

Suspeita de ligação com homicídios

A Polícia Civil apura a participação do grupo em homicídios registrados em Curitiba e na Região Metropolitana.

Um dos casos investigados é a morte de um homem e do filho dele, executados a tiros em 7 de março de 2026, em Almirante Tamandaré. A suspeita é de que o crime tenha sido ordenado por Rajada.

Mega operação

A ação mobiliza cerca de 150 policiais e cumpre mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de bens.

Segundo as forças de segurança, o objetivo é atingir o núcleo da organização criminosa, considerada parte central do tráfico de drogas em Curitiba, além de enfraquecer sua estrutura financeira.

Investigações continuam

A polícia segue com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo no Paraná e em outros estados.

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