Band Paraná

Câmara se manifesta sobre representações contra vereadoras de Curitiba

Casa recebe cinco representações contra vereadoras após debate sobre cadastro de pessoas em situação de rua

Da redação
DA REDAÇÃO

06/08/2026 • 19:10 • Atualizado em 06/08/2026 • 19:10

Câmara Municipal de Curitiba se manifesta sobre o caso 30 horas depois

Câmara Municipal de Curitiba se manifesta sobre o caso 30 horas depois

Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Curitiba divulgou nota no fim da tarde desta quinta-feira (6) informando que recebeu cinco representações em razão do debate realizado na sessão plenária de quarta-feira (5), que discutiu um projeto sobre pessoas em situação de rua e motivou denúncia de xenofobia no plenário.

Compartilhar

Representações contra vereadoras

Segundo o comunicado, as representações foram protocoladas após a discussão, em primeiro turno, do Projeto de Lei Ordinária nº 005.00191.2025. A proposta cria o Cadastro Único para Pessoas em Situação de Rua e define diretrizes para a coleta de dados pessoais e socioeconômicos de indivíduos em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com a Câmara, quatro dessas representações têm como alvo a vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) e uma foi apresentada contra a vereadora Vanda de Assis (PT). Os textos questionam manifestações feitas durante o debate do projeto.

Trâmite e análise de admissibilidade

Conforme o Regimento Interno da Câmara Municipal de Curitiba, a Mesa Diretora fará inicialmente a análise de admissibilidade das representações. Essa etapa se destina apenas à verificação dos requisitos formais para que os processos sigam adiante, sem qualquer avaliação de mérito.

A Casa informa que a Mesa Diretora se reunirá na próxima quarta-feira (12) para deliberar sobre essa fase inicial. Se os requisitos procedimentais estiverem atendidos, os casos serão encaminhados à Corregedoria, responsável por conduzir a instrução e adotar as providências cabíveis.

Na nota, o Legislativo explica que, como as representações envolvem a corregedora da Casa, vereadora Delegada Tathiana Guzella, a eventual instrução dos processos ficará sob a responsabilidade do primeiro-vice-corregedor, vereador Olímpio Araujo Junior (PL), em cumprimento ao Regimento Interno.

Compromisso com transparência

Ao final, a Câmara Municipal de Curitiba reforça no comunicado seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às normas regimentais, e afirma que todos os procedimentos serão conduzidos com isenção, sem prejulgamento.

Nota da Câmara Municipal de Curitiba na íntegra

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) informa que foram protocoladas cinco representações junto à Casa em decorrência do debate realizado durante a Sessão Plenária desta quarta-feira (5), quando foi discutido, em primeiro turno, o Projeto de Lei Ordinária nº 005.00191.2025, que cria o Cadastro Único para Pessoas em Situação de Rua e estabelece diretrizes para a coleta de dados pessoais e socioeconômicos de indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Quatro representações são em face da vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) e uma em face da vereadora Vanda de Assis (PT).

Nos termos do Regimento Interno da Câmara Municipal de Curitiba, as representações serão submetidas à análise de admissibilidade pela Mesa Diretora, etapa destinada exclusivamente à verificação do cumprimento dos requisitos formais para seu processamento, sem qualquer apreciação do mérito. A Mesa Diretora se reunirá na próxima quarta-feira (12) para deliberar sobre essa fase inicial.

Caso estejam atendidos os requisitos procedimentais, as representações serão encaminhadas à Corregedoria, órgão competente para conduzir a instrução dos procedimentos e adotar as providências cabíveis. Em razão de as representações envolverem a corregedora da Casa, vereadora Delegada Tathiana Guzella, eventual instrução dos processos ficará sob a responsabilidade do primeiro-vice-corregedor, vereador Olímpio Araujo Junior (PL), conforme prevê o Regimento Interno.

A Câmara Municipal de Curitiba reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às normas regimentais, assegurando que todos os procedimentos serão conduzidos com isenção, sem qualquer prejulgamento.

Tópicos relacionados