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Curitiba cria força-tarefa contra 'gangue da correntinha'

Mais de 1,2 mil roubos na área central em seis meses fazem segurança pública montar ação integrada contra crimes patrimoniais

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

14/08/2026 • 15:23 • Atualizado em 14/08/2026 • 15:38

Nos primeiros seis meses deste ano, mais de 1,2 mil roubos foram registrados no centro de Curitiba. Diante desse cenário, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná montou um grupo de trabalho para combater furtos e roubos de correntes na região, atribuídos à chamada "gangue da correntinha".

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O foco da iniciativa está na área central da cidade. A proposta é integrar forças de segurança estaduais e municipais, além do Ministério Público, em ações coordenadas e no mapeamento de pontos de receptação de objetos roubados.

Integração entre forças de segurança

Segundo o coronel Marcelo Fávero, coordenador de Operações Integradas de Segurança Pública, o trabalho conjunto busca dar resposta rápida ao aumento desse tipo de crime no centro de Curitiba.

"O ponto principal é a integração da cidade. Todas as forças de segurança do Estado, do município e do Ministério Público estão no combate a uma problemática de furtos e roubos de correntinhas no centro de Curitiba. Vamos trabalhar em conjunto, compartilhando informações para cessar esse desconforto que estamos tendo na região central", afirma Fávero.

Modus operandi da "gangue da correntinha"

Na semana passada, a Polícia Militar prendeu quatro pessoas suspeitas de envolvimento em roubos de correntes na capital. O grupo foi localizado no oitavo andar de um prédio tradicional do centro e, segundo a corporação, parte dos objetos chegou a ser jogada pela janela durante a abordagem.

Conforme relata o delegado Thiago Mendes, os suspeitos atuam com um modus operandi já conhecido das forças de segurança, popularmente chamado de "Cavalo Louco", que costuma ocorrer na região central.

"Eles chegam com mais de uma pessoa, abordam a vítima de maneira abrupta, puxando o cordão, e se dispersam, dissimulando esse objeto e enviando para outras localidades", descreve Mendes.

De acordo com a Polícia Civil, apenas na Delegacia de Furtos e Roubos da capital houve, em média, 12 registros mensais de crimes dessa natureza até julho, número que pode ser maior ao considerar outras unidades. Em agosto, os registros caíram para dois casos.

Queda nos crimes e ações preventivas

Para o delegado, a redução está ligada à atuação conjunta das instituições. "Então isso só representa, de fato, essa ação integrada entre as forças de segurança", conclui Mendes.

Além das investigações, o grupo de trabalho também foca em prevenção. Segundo o tenente-coronel Alves, chefe do 1º Comando Regional da Polícia Militar, há reforço de efetivo em áreas específicas da cidade.

"Nós estamos direcionando todo o nosso efetivo para uma ação mais ostensiva e preventiva, para inibir esse tipo de crime. Temos ações pontuais na região da República Argentina, uma equipe de motociclistas em patrulhamento preventivo na Vila Ouro, próximo ao Shopping Cidade, e estamos atuando com drones para ações preventivas e possível identificação de indivíduos que praticam esses atos", detalha Alves.