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Por que deputados querem barrar modelo free flow no Paraná

Parlamentares cobram ANTT por falhas em pedágio eletrônico e conseguem suspender cobranças consideradas indevidas

Da redação
DA REDAÇÃO

13/04/2026 • 15:21 • Atualizado em 13/04/2026 • 15:21

Pedágio sem cancela EPR

Pedágio sem cancela EPR

Foto: EPR

Os deputados estaduais Luiz Claudio Romanelli (PSD) e Arilson Chiorato (PT), ao lado da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), obtiveram, em reunião na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília (DF), o compromisso de que o órgão vai suspender as cobranças consideradas indevidas de pedágio pelo sistema free flow nas rodovias do Paraná.

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A audiência, articulada por Gleisi, apresentou à direção da ANTT um diagnóstico das falhas na implantação do modelo de pedágio automático, que dispensa praças físicas e usa pórticos eletrônicos para identificar os veículos. Segundo os parlamentares, a forma como o sistema começou a operar no estado contraria regras contratuais e de transparência.

Entre os principais problemas, eles apontaram a mudança de localização de praças de pedágio para alcançar um número maior de motoristas — como no caso da praça de Rolândia, que, de acordo com o projeto original, ficaria em Arapongas. Também relataram a cobrança integral da tarifa, quando o valor deveria ser proporcional ao trecho percorrido pelo usuário.

Outro ponto questionado é a ausência de cabines físicas para atendimento imediato aos usuários, o que, na avaliação dos deputados, dificulta a contestação de cobranças e amplia a sensação de insegurança em relação ao novo sistema.

ANTT reconhece falhas e mira Lotes 6 e 4

“A agência reconhece que há problemas e vai tomar uma série de iniciativas, iniciando pelo Lote 6, onde já existem pórticos instalados no Sudoeste do Estado. Também vai chamar a concessionária do Lote 4, que não foi autorizada a implantar pórticos, muito menos iniciar a cobrança”, destacou Romanelli após o encontro.

O deputado confirmou ainda que a Assembleia Legislativa do Paraná vai realizar uma audiência pública com a presença do diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, em data a ser definida. “A presença de Guilherme Sampaio certamente permitirá um debate mais aprofundado, e vamos conseguir avançar nesse tema”, afirmou.

‘Trauma’ entre usuários e cobrança por transparência

Líder da oposição na Assembleia, Arilson Chiorato ressaltou o impacto das cobranças eletrônicas sobre os motoristas. “As cobranças indevidas por pórticos eletrônicos, desconectadas da realidade, viraram uma preocupação e até um trauma para o povo paranaense, ainda mais quando vêm acompanhadas de multas”, disse o parlamentar.

Na visão de Arilson, a reunião em Brasília sinaliza uma mudança de postura da agência reguladora. “Saímos daqui com a perspectiva de diálogo no Paraná e com medidas concretas para resolver os problemas nesses trechos”, comentou.

Gleisi vê ‘encaminhamentos positivos’

A deputada federal Gleisi Hoffmann avaliou a agenda como produtiva e afirmou que a discussão sobre o free flow no estado deve se concentrar, neste momento, nos Lotes 6 e 4, que têm apresentado mais reclamações. “Foi uma ótima reunião, e nós vamos tratar da questão do free flow no Paraná, especialmente nos lotes 6 e 4, que têm apresentado problemas. Já temos a sinalização de encaminhamentos positivos”, declarou.

Com a promessa de suspensão das cobranças consideradas irregulares e a realização de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, os parlamentares afirmam que pretendem manter a pressão sobre a ANTT e as concessionárias para que o modelo free flow só avance no Paraná com regras claras, tarifas proporcionais e maior transparência para os usuários.