
Apreensão da Receita Federal foi na fronteira Brasil Paraguai
Foto: Receita Federal
Servidores da Alfândega da Receita Federal retiveram, na tarde de quinta-feira, por volta das 18h, uma van de placa paraguaia na Aduana da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai, após encontrarem um fundo falso com caixas lacradas que simulavam o transporte de celulares.
Como foi a abordagem
Durante a inspeção, os agentes localizaram um fundo falso sobre o painel da van. No compartimento oculto, eles encontraram 19 caixas lacradas, que à primeira vista sugeriam o transporte de aparelhos celulares.
Depois de abrirem as embalagens, porém, os servidores observaram que as caixas estavam preenchidas com barro e invólucros plásticos, sem nenhum equipamento eletrônico em seu interior.
Veículo é retido e motorista será investigado
Diante da irregularidade, a Receita Federal reteve o veículo para a adoção das providências cabíveis na esfera fiscal. O motorista, de nacionalidade paraguaia, foi liberado, mas passará a responder a processo administrativo.
O órgão informou que também vai formalizar uma Representação Fiscal para Fins Penais, procedimento que será encaminhado ao Ministério Público para análise de eventuais crimes relacionados ao uso do fundo falso e ao transporte da carga simulada.
Fiscalização na Ponte da Amizade
A Aduana da Ponte Internacional da Amizade, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Ciudad del Este, é um dos principais pontos de controle da Receita Federal na fronteira com o Paraguai, devido ao intenso fluxo diário de veículos e mercadorias.
Nessa área, servidores da Alfândega atuam em ações de vigilância e combate a ilícitos como contrabando, descaminho e fraude na importação, utilizando inspeções de rotina e equipamentos de apoio para identificar compartimentos ocultos e cargas suspeitas.
No caso mais recente, as 19 caixas lacradas passaram a ser associadas à expressão 'celulares de um terra', em alusão ao barro encontrado dentro das embalagens e ao artifício usado para simular o transporte de eletrônicos.
A Receita Federal reforça que operações desse tipo têm o objetivo de desarticular esquemas que utilizam a fronteira para contornar a legislação tributária e aduaneira, além de orientar motoristas e empresas sobre as consequências administrativas e penais da participação em práticas irregulares.
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