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Vereador Lórens Nogueira, do PP, tem mandato cassado em Curitiba

Câmara de Curitiba aprovou nesta quinta-feira (20) a perda do mandato por 30 votos

3 min

20/08/2026 14:54 • Atualizado há 65 dias

Vereador Lórens Nogueira, do PP, tem mandato cassado em Curitiba

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou nesta quinta-feira (20) a cassação do mandato do vereador Lórens Nogueira (PP), investigado por suspeita de exigir de uma servidora comissionada o repasse de parte do salário. Luciano Carvalho vai ficar com a vaga.

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A sessão especial contou com a presença de 32 dos 38 vereadores. Após reconhecerem a procedência da representação por quebra de decoro parlamentar, 30 parlamentares votaram pela cassação.

Lórens votou pela suspensão do próprio mandato por 120 dias como substituição da pena.

Como votou cada vereador

Como votaram os vereadores

Como votaram os vereadores

Foto reprodução CMC

Votaram a favor da procedência

  • Ariane Regis Silva Assis (Novo)
  • Bruno Rossi (Agir)
  • Camilla Gonda (PSB)
  • Da Costa (Pode)
  • Delegada Tathiana Guzella (PL)
  • Fernando Klinger (PL)
  • Giorgia Prates, Mandata Preta (PT)
  • Hernani (Republicanos)
  • Jasson Goulart (Republicanos)
  • João Bettega (PL)
  • Laís Leão (PDT)
  • Leonidas Dias (Pode)
  • Letícia Bisinella Fanini Silva (Novo)
  • Marcos Vieira (PDT)
  • Matteus Henrique (PT)
  • Meri Martins (Republicanos)
  • Nori Seto (PP)
  • Olimpio Araujo Junior (PL)
  • Paulo Henrique Vieira de Melo (PL)
  • Professora Angela (PSOL)
  • Professor Euler (MDB)
  • Rafaela Lupion (PSD)
  • Renan Ceschin (Pode)
  • Rodrigo Marcial (Novo)
  • Sargento Tânia Guerreiro (Pode)
  • Serginho do Posto (PSD)
  • Tiago Zeglin (MDB)
  • Tico Kuzma (PSD)
  • Vanda de Assis (PT)

Votou contra

  • Lórens Nogueira (PP)

Abstiveram-se

  • Angelo Vanhoni (PT)
  • Mauro Bobato (PP)

Ausentes

  • Andressa Bianchessi (União Brasil)
  • Carlise Kwiatkowski (PL)
  • Dalton Borba (Solidariedade)
  • Pier Petruzziello (PP)
  • Zezinho Sabará (PSD)

Vereador é acusado de exigir parte do salário de servidora

O processo teve início após Lórens ser investigado por suspeita de exigir dinheiro de uma servidora indicada por ele para ocupar um cargo comissionado no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).

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Uma gravação autorizada pela Justiça, a pedido do Ministério Público do Paraná, mostra o vereador recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo da servidora.

Segundo o depoimento prestado ao Ministério Público, a mulher teria recorrido à ajuda de familiares e contratado um empréstimo para conseguir entregar os valores solicitados. Ela também relatou que se sentia pressionada e que precisava participar de eventos promovidos pelo instituto presidido pelo vereador, inclusive aos fins de semana e feriados.

Lórens tornou-se réu pelo crime de concussão, caracterizado quando um funcionário público exige vantagem indevida em razão do cargo.

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Lórens nega prática de rachadinha

O vereador nega as acusações e afirma que os R$ 5,6 mil recebidos eram referentes ao pagamento de parte de um empréstimo de R$ 12 mil feito à servidora.

A Comissão Processante criada pela Câmara analisou o caso e concluiu pela cassação do mandato. Na definição da pena, os vereadores consideraram a gravidade da infração, a repercussão para a imagem do Legislativo municipal e o grau de participação do parlamentar.

Operação encontrou dinheiro em endereços ligados ao vereador

Lórens foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no fim de maio. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.

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Durante a operação, os agentes encontraram uma mala com cerca de R$ 70 mil em dinheiro vivo e uma mochila com outros R$ 12 mil distribuídos em envelopes.

Em depoimento, Lórens declarou que os valores eram resultado de economias acumuladas ao longo dos anos de atuação como assessor político.

Na época em que a investigação veio a público, ele ocupava a presidência do Conselho de Ética da Câmara de Curitiba. Após a repercussão do caso, deixou o cargo.

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O vereador também chegou a ser afastado cautelarmente do mandato por 90 dias por decisão judicial, mas a medida foi suspensa na segunda-feira (17).

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