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Tireoide em alerta: Juliana Paula explica sinais que merecem atenção

Endocrinologista explica como a glândula pode afetar energia, peso, sono, intestino, coração e saúde mental

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26/05/2026 • 10:20 • Atualizado em 26/05/2026 • 10:20

Tireoide em alerta: Juliana Paula explica sinais que merecem atenção

Tireoide em alerta: Juliana Paula explica sinais que merecem atenção

TV NOTÍCIAS ASSESSORIA DE IMPRENSA- BRASIL NEWS

Pequena, localizada na parte anterior do pescoço e com formato semelhante ao de uma borboleta, a tireoide tem papel essencial no funcionamento do organismo. Quando seus hormônios estão em desequilíbrio, sinais como cansaço persistente, alterações de peso, queda de cabelo, mudanças no intestino, palpitações, sonolência ou insônia podem surgir.

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Embora seja frequentemente associada apenas ao metabolismo, a glândula interfere em diferentes sistemas do corpo. Por isso, sintomas persistentes devem ser avaliados com cautela, sem automedicação ou uso de fórmulas que prometem regular a tireoide sem diagnóstico adequado.

O que a tireoide faz no organismo

A endocrinologista e metabologista Juliana Paula explica que os hormônios tireoidianos participam de funções que vão além do controle de peso. Eles influenciam o funcionamento cardiovascular, intestinal, muscular, ósseo, cognitivo e também aspectos relacionados à pele e aos cabelos.

“A tireoide é uma glândula pequena, em formato de borboleta, localizada na frente do pescoço. Muitas pessoas não têm dimensão de quantas funções ela influencia. Seus hormônios participam da saúde mental, da cognição, da saúde cardiovascular, do funcionamento intestinal, da saúde óssea, da pele, dos cabelos, dos músculos e do metabolismo. Por isso, olhar para a tireoide é também olhar para o corpo de forma integrada”, afirma Juliana.

Essa atuação ampla ajuda a explicar por que alterações tireoidianas podem gerar sintomas variados e, em alguns casos, confundidos com outras condições. Cansaço, ganho de peso, queda de cabelo e alterações de humor, por exemplo, não significam necessariamente uma doença na tireoide, mas podem justificar investigação quando são recorrentes ou prejudicam a qualidade de vida.

Hipotireoidismo: quando o corpo funciona em ritmo mais lento

O hipotireoidismo ocorre quando há redução na produção dos hormônios da tireoide. De forma geral, o quadro pode causar uma sensação de desaceleração do organismo, com sonolência, cansaço, pele mais seca, queda de cabelo, intestino preso, dores musculares e ganho de peso em alguns casos.

Uma das causas mais comuns é a tireoidite de Hashimoto, condição autoimune em que o próprio organismo produz anticorpos que podem afetar a glândula e comprometer sua função ao longo do tempo.

“No hipotireoidismo, a queda dos hormônios tireoidianos pode aparecer como uma lentificação do corpo. O paciente pode sentir mais sono, mais cansaço, notar a pele mais seca, queda de cabelo, intestino preso e dores musculares. Em muitos casos, a causa está relacionada à tireoidite de Hashimoto, uma inflamação autoimune que pode comprometer progressivamente a produção hormonal”, explica a endocrinologista.

A conduta depende da causa, da intensidade da alteração hormonal, dos sintomas e do contexto clínico de cada pessoa. Quando há indicação de reposição hormonal, o tratamento deve ser acompanhado por profissional habilitado.

Hipertireoidismo: quando há excesso de hormônios

No hipertireoidismo, há produção ou liberação excessiva de hormônios tireoidianos. Esse desequilíbrio pode acelerar funções do organismo e provocar perda de peso involuntária, fome aumentada, palpitações, insônia, agitação, pele mais oleosa e intestino solto.

Em alguns casos, o quadro está associado à doença de Graves, também de origem autoimune. A condição pode causar aumento do volume da tireoide e, em determinados pacientes, alterações oculares.

“Quando há excesso de hormônios tireoidianos, o metabolismo pode ficar acelerado. O paciente pode perder peso mesmo com aumento da fome, apresentar palpitações, insônia, agitação, intestino mais solto e sintomas que se confundem com ansiedade. A investigação precisa diferenciar a causa do hipertireoidismo para que o tratamento seja seguro e direcionado”, destaca Juliana.

O tratamento varia conforme a causa e a gravidade do quadro. Em algumas situações, podem ser indicados medicamentos para controlar a produção hormonal; em outras, a estratégia deve ser definida de acordo com a avaliação clínica e laboratorial.

Suplementos e fórmulas para tireoide exigem cautela

Com a popularização de conteúdos sobre saúde hormonal nas redes sociais, cresceu também a oferta de suplementos, fórmulas manipuladas, dietas restritivas e gotas de iodo com promessas de “regular” a tireoide. Segundo Juliana, o uso sem indicação pode ser inadequado e trazer riscos.

“Para uma dieta alterar de forma relevante a função da tireoide, seria necessária uma quantidade que não corresponde ao consumo habitual do dia a dia. Hoje, o sal de cozinha já contém iodo em quantidade suficiente para a população em geral. O uso de gotas de iodo ou fórmulas com promessa de regular a glândula pode causar irritação e inflamação na tireoide, especialmente quando feito sem avaliação médica”, orienta.

Uma alimentação equilibrada, com variedade de vegetais, castanhas, nozes e nutrientes, pode fazer parte de uma rotina saudável. No entanto, ela não substitui a investigação médica quando há suspeita de alteração hormonal.

Quando procurar avaliação médica

Sintomas isolados não devem ser interpretados como diagnóstico. Ainda assim, sinais persistentes como cansaço sem explicação, alterações relevantes de peso, queda de cabelo, palpitações, sonolência excessiva, insônia, mudanças no funcionamento intestinal ou desconforto na região do pescoço merecem atenção.

A avaliação da tireoide deve considerar o conjunto do quadro clínico, já que os hormônios funcionam de maneira interligada e podem sofrer influência de diferentes fatores.

“Quando existe dúvida, o mais seguro é fazer uma avaliação hormonal e evitar tentativas de adivinhar o que está acontecendo. Os hormônios da tireoide se relacionam com outros sistemas do corpo, e nem toda alteração começa necessariamente na própria glândula. É preciso entender o contexto para indicar a melhor conduta”, afirma Juliana.

A principal orientação ao leitor é não banalizar sintomas persistentes, mas também não atribuir automaticamente qualquer desconforto à tireoide. O diagnóstico adequado depende de consulta, exames quando necessários e análise individualizada.

Quem é Juliana Paula

Juliana dos Santos e Paula é endocrinologista e metabologista. Formada em Medicina pela Universidade Gama Filho, construiu sua trajetória com Residência em Clínica Médica, pela UFRJ, e Residência de Endocrinologia, no Instituto Estadual de Endocrinologia e Diabetes do Rio de Janeiro, referência nacional na área. Possui Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Também é mestre pela UFRJ, com pesquisa voltada ao sobrepeso, à obesidade e às disfunções da tireoide.

Na prática clínica, une formação técnica, escuta cuidadosa e olhar integral para compreender como alterações hormonais e metabólicas podem impactar energia, peso, sono, saúde emocional e qualidade de vida. Atua em São Paulo e on-line, com foco em endocrinologia, metabolismo, obesidade, tireoide e cuidado hormonal individualizado.

CRM: 196148-SP | RQE: 112901

Instagram:@drajupaula_endocrinoSite: drajupaulaendocrino.com.br