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Decisão sobre PCC e CV não afeta trabalho policial, diz diretor-geral da PF

Andrei Rodrigues ainda criticou a equiparação das organizações criminosas como terroristas e os defensores de "lesa pátria"

REINALDO AZEVEDO

09/06/2026 • 18:48 • Atualizado em 09/06/2026 • 19:41

Reinaldo Azevedo

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirma que a classificação semântica das organizações PCC e Comando Vermelho como terroristas pelos Estados Unidos não vai mudar a forma como a Polícia Federal atua contra o crime organizado. Em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, no programa O É da Coisa desta terça-feira (9), o comandante da corporação considerou um equívoco a decisão da Casa Branca.

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Andrei Rodrigues afirmou que o Brasil é um país soberano e trabalha na integração das forças de segurança para combater as facções que atuam no país.

O diretor-geral da PF ainda disse que a classificação como terrorista pode atrapalhar a troca de informações sobre o crime organizado e também prejudica o trabalho feito em cooperação com outros países.

Em entrevista à BandNews FM, Andrei Rodrigues ainda criticou quem defende a equiparação dos PCC e do CV como terroristas. Segundo ele, a medida prejudica uma teia de cooperação internacional, que pode negar apoio ao Brasil por entender que existem terroristas no país.

O delegado-geral ainda reforçou que o Brasil tem, há mais de trinta anos, uma divisão antiterrorismo e que o país combate ao crime internacional com rigor.

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