O diretor-geral da Polícia Federal afirmou que uma possível delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, respeita critérios técnicos, sem entrar em vontades políticas. Andrei Rodrigues ainda defendeu o trabalho dos investigadores, disse que outras delações já foram firmadas pela instituição e que não existe barganha em casos rumorosos, como o de agora.
Em entrevista à Reinaldo Azevedo, no programa O É da Coisa desta terça-feira (9), o chefe da corporação destacou não conhecer a proposta apresentada pelo banqueiro, disse que a investigação já está avançada e destacou que uma delação só pode ser aceita quando fatos novos são apresentados.
Andrei Rodrigues insistiu ainda que o trabalho da Polícia Federal está avançado na investigação das fraudes envolvendo Vorcaro.
O diretor-geral também negou que exista uma lista de nomes ou situações que foram colocadas como imposições para a fechar um acordo de delação com o banqueiro. Ele ainda reforçou que o trabalho cumpre todos os requisitos técnicos determinados em lei.
Investigação de Dark Horse
Sobre a investigação do uso de dinheiro do Banco Master para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro, Andrei Rodrigues afirmou que existem investigações em curso, mas são inquéritos separados e que precisam de manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Existe uma suspeita de que recursos de Daniel Vorcaro e recursos publicos de emendas tenham sido utiizados para financiar o filme. Como existe a suspeita de envolvimento de pessoas com foro privilegiado, o delegado-geral reafirmou a necessidade de seguir os ritos processuais.
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