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Irã vai executar nesta quarta-feira (14) manifestante preso, segundo ONG

A ONG Iran Human Rights afirma estar extremamente preocupada com a situação do Irã e faz um alerta para o risco de execução em massa. Presidente Donald Trump postou nas redes que “a ajuda está a caminho”

MARCOS ROCHA*

13/01/2026 • 18:17 • Atualizado em 13/01/2026 • 18:17

Irã vai executar manifestante preso nesta quarta-feira (14), segundo ONG

Irã vai executar manifestante preso nesta quarta-feira (14), segundo ONG

Reprodução: Instagram

Resumo

A organização de direitos humanos Hengaw informou que o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, será executado pelo regime iraniano por participação em protestos em Karaj, sem ter tido acesso a advogado ou julgamento, segundo a família e a Fox News.

A ONG Iran Human Rights alertou para o risco de execução em massa de manifestantes após protestos que começaram em dezembro devido à crise econômica. Um membro do governo iraniano relatou cerca de 2.000 mortes nos confrontos, atribuindo a culpa aos manifestantes e classificando-os como “terroristas”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio público aos manifestantes iranianos nas redes sociais, prometendo ajuda e avaliando possíveis ações e operações militares contra o Irã caso as mortes continuem aumentando.

A Hengaw, uma organização iraniana de direitos humanos, informou que o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, será executado pelas autoridades do país nesta quarta-feira (14). Ele foi preso por conexões com protestos na cidade de Karaj.

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A família de Soltani relata que ele foi preso na própria casa, na última quinta-feira (8). O regime iraniano relatou para os familiares que a sentença de morte era definitiva e, de acordo com a Fox News, o manifestante será enforcado. Segundo os parentes, Soltani não teve acesso a nenhum advogado ou a qualquer audiência em tribunal para o julgamento do caso.

A ONG Iran Human Rights afirma estar extremamente preocupada com a situação do Irã e faz um alerta para o risco de execução em massa de manifestantes. Os protestos iniciaram em dezembro, por conta de uma grave crise econômica que consome o Irã.

Um membro do governo iraniano informou nesta terça-feira (13) à agência de notícias Reuters que os confrontos nos protestos já registram cerca de 2000 mortes. A mesma fonte culpou os manifestantes pelas mortes de cidadãos e de agentes de segurança, chamando-os de “terroristas”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nas redes sociais a primeira mensagem direta aos manifestantes iranianos: "Patriotas iranianos, continuem protestando. A ajuda está a caminho".

O presidente americano já havia ameaçado a intervenção militar contra o Irã se os protestos continuassem a gerar mais mortes. Trump irá receber nesta terça-feira (13) um relatório de possíveis ações e operações militares que ele pode realizar contra o país do Oriente Médio.

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