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Juliana Rosa: governo anuncia medidas para segurar preços dos combustíveis

Pacote inclui subvenções para diesel e gás de cozinha, mas defasagem em relação ao mercado internacional e relutância de importadores geram incerteza sobre eficácia e risco de desabastecimento

Da redação
DA REDAÇÃO

07/04/2026 • 10:27 • Atualizado em 07/04/2026 • 10:27

Resumo

Pacote de medidas anunciado pelo governo federal busca conter a alta dos combustíveis, com foco principal no diesel, incluindo também gás de botijão (GLP) e querosene de aviação (QAV).

Novos subsídios de até R$ 1,52 por litro para diesel importado e R$ 1,12 para diesel nacional são criados para amenizar preços, com custos estimados em R$ 31 bilhões, cobertos por receitas extraordinárias como aumento de impostos e compensações do petróleo.

Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) e especialistas alertam para a diferença entre subsídios e defasagem real de preços internacionais, dificultando importações, reduzindo adesão de distribuidoras e elevando risco de desabastecimento no país.

Em uma nova tentativa de conter a escalada de preços dos combustíveis, o governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um pacote de medidas focado principalmente no diesel, mas que também abrange o gás de botijão (GLP) e o querosene de aviação (QAV).

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A principal ação é a criação de novos subsídios para amenizar o valor final na bomba, em um cenário de forte pressão do mercado internacional. A iniciativa, no entanto, é recebida com ceticismo por especialistas, que alertam para a complexidade da situação e os riscos envolvidos, segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa.

As novas subvenções podem chegar a R$ 1,52 por litro para o diesel importado e R$ 1,12 para o diesel produzido no Brasil.

O objetivo é reduzir o impacto da alta do petróleo no bolso do consumidor e, principalmente, nos custos do transporte de cargas, que afeta toda a cadeia produtiva do país. O governo afirma que os custos das medidas, estimados em R$ 31 bilhões, serão cobertos por receitas extraordinárias, como o aumento da arrecadação com compensações financeiras do petróleo e a elevação do imposto sobre cigarros.

Especialistas apontam desafios para eficácia das medidas

Apesar do esforço do governo, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) alerta que a defasagem entre o preço praticado no Brasil e o valor no mercado internacional para o diesel ainda é significativa, girando em torno de R$ 2,68 a R$ 3,05 por litro.

Esse valor é bem superior ao subsídio de R$ 1,86 oferecido pelo governo, o que desestimula a importação, de acordo com apuração da colunista.

Segundo Juliana, a conta para os importadores não fecha. Para aderir ao programa de subsídios, eles precisam respeitar um teto de preços que, na prática, pode inviabilizar a operação. O resultado é que grandes distribuidoras ainda não aderiram, o que acende um alerta para um possível desabastecimento, já que o Brasil depende da importação de 25% a 30% do diesel que consome.