Economia

EUA liberam venda de gasolina com mais etanol para frear alta nos postos

Medida emergencial da EPA visa garantir o abastecimento e reduzir custos aos motoristas diante da instabilidade no Oriente Médio

Da redação
DA REDAÇÃO

25/03/2026 • 17:55 • Atualizado em 25/03/2026 • 17:55

Para conter alta do preço de combustíveis, americanos usarão maior mistura de etanol

Para conter alta do preço de combustíveis, americanos usarão maior mistura de etanol

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (25), medidas estratégicas para fortalecer o fornecimento doméstico de combustível e aliviar o bolso dos consumidores americanos. A principal ação é uma isenção emergencial temporária emitida pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), que autoriza a venda de combustíveis com maior mistura de biocombustíveis em todo o país.

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A decisão surge como uma resposta direta à volatilidade do mercado de energia causada pelos conflitos no Oriente Médio, que têm pressionado os preços da gasolina para cima às vésperas da temporada de viagens de verão no hemisfério norte.

A resolução da EPA remove barreiras federais. A partir do dia 1º de maio, a venda de E15 será permitida nacionalmente, e também estão suspensos temporariamente todos os impedimentos para a venda de E10 (10% de etanol) em território americano. O setor de combustíveis terá um prazo de transição para ajustar o sistema de distribuição antes do pico de demanda. "Por meio dessa isenção, a EPA está fortalecendo a cadeia de suprimentos de gasolina doméstica e proporcionando alívio aos americanos nos postos de gasolina", afirmou a agência em comunicado oficial.

Prazos e Impactos

As novas regras entram em vigor plenamente a partir de 1º de maio de 2026. Segundo o governo americano, a manutenção do E15 no mercado é fundamental para evitar interrupções no fornecimento e oferecer mais opções de preços aos motoristas.

A medida foi fundamentada na Lei do Ar Limpo. Após análise conjunta entre a EPA e o Departamento de Energia, as autoridades determinaram que a concessão da isenção é de "interesse público", priorizando a estabilidade econômica e a segurança energética dos Estados Unidos em um momento de incerteza geopolítica.