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Juliana Rosa: Prévia da inflação sobe para 0,89% em abril

IPCA-15 registra alta, com gasolina e alimentação no domicílio entre os principais vilões do aumento de preços

Da redação
DA REDAÇÃO

28/04/2026 • 10:19 • Atualizado em 28/04/2026 • 10:19

Juliana Rosa
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Resumo

A prévia da inflação oficial de abril apresentou alta de 0,89%, segundo o IPCA-15 do IBGE, mais que o dobro do registrado em março (0,44%), evidenciando aumento da pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras.

Os grupos Transportes e Alimentação e Bebidas foram responsáveis por cerca de 65% do índice, com destaque para combustíveis (gasolina subiu 6,23% e diesel 16%) e alimentos básicos como cenoura (25,43%), cebola (16,54%) e leite longa vida (16,33%).

O cenário de inflação acumulada em 12 meses (4,37%), altos juros e endividamento motiva expectativa de corte modesto na Selic pelo Copom e o anúncio de nova versão do Desenrola Brasil, programa que permitirá renegociação de dívidas com desconto e uso do FGTS para quitação de débitos.

A prévia da inflação oficial de abril dobrou em relação ao mês anterior, reforçando a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,89% em abril, ante 0,44% em março.

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O resultado foi impulsionado principalmente pelos grupos Transportes e Alimentação e Bebidas, que, juntos, responderam por cerca de 65% do índice do mês, como analisado pela colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa.

Os Vilões da Inflação

O grupo Transportes teve o segundo maior impacto no índice, com alta de 1,34%, impulsionado pelo aumento de 6,06% nos preços dos combustíveis.

  • A gasolina, item de maior peso individual no bolso do consumidor, subiu 6,23% e foi o principal responsável pelo avanço da inflação no mês.
  • O óleo diesel, por sua vez, registrou uma alta ainda mais expressiva, de 16%, impactando de forma indireta toda a cadeia de produção e, principalmente, o preço dos alimentos devido ao aumento do custo do frete.

No grupo Alimentação e Bebidas, que teve a maior variação (1,46%), o principal destaque foi a aceleração dos preços da alimentação o domicílio.

Itens como a cenoura (25,43%), a cebola (16,54%) e o leite longa vida (16,33%) ficaram mais caros e pesaram no bolso do consumidor.

Cenário de Juros e Endividamento

A aceleração da inflação, que em 12 meses acumula alta de 4,37%, ocorre em um momento de alto endividamento das famílias e juros elevados.

A expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promova um corte modesto na taxa básica de juros, a Selic, nesta semana, de 14,75% para 14,50% ao ano.

A medida reflete a cautela da autoridade monetária diante de um cenário inflacionário ainda pressionado.

Para aliviar a situação financeira dos brasileiros, o governo federal prepara o lançamento de uma nova versão do programa Desenrola Brasil.

A iniciativa permitirá a renegociação de dívidas com descontos e a possibilidade de uso de parte do saldo do FGTS para a quitação de débitos, focando em linhas de crédito mais caras, como cartão de crédito e cheque especial.

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