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Chuva e pragas reduzem oferta e elevam preço de hortifrútis no campo

Intempéries climáticas no início do ano impactam produtividade de cenoura e tomate, refletindo em altas na cesta básica em diversas capitais

Da redação
DA REDAÇÃO

16/04/2026 • 10:24 • Atualizado em 16/04/2026 • 10:24

Resumo

Chuvas intensas e ataque de pragas reduziram a produtividade de alimentos como cenoura e tomate, provocando quebras de safra, elevação dos custos de produção e aumento dos preços para o consumidor, segundo dados do Cepea e da Conab.

Capitais brasileiras, especialmente Manaus, registraram forte alta na cesta básica, influenciada por itens como tomate, batata e feijão, enquanto produtos como açúcar, café e óleo de soja também pressionaram o custo total dos alimentos em função da oferta restrita.

Setor agrícola espera normalização do abastecimento e queda nos preços de cenoura e tomate nas próximas semanas, com a entrada da safra de inverno e condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

As fortes chuvas registradas nos primeiros meses de 2026 e o ataque de pragas estão prejudicando a produtividade e elevando os custos de alimentos essenciais no Brasil. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), produtos como cenoura e tomate apresentam quebras de safra e valorização acentuada no campo, impactando diretamente o custo da cesta básica para o consumidor final.

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A cenoura, que tem como polo principal a cidade de São Gotardo (MG) — responsável por cerca de 70% do volume nacional —, registrou uma queda de 26% na produtividade em março deste ano em comparação ao mesmo período de 2025. O excesso de umidade reduziu a qualidade das raízes e o rendimento por hectare. Com a oferta restrita, o preço do tomate também disparou, acumulando alta superior a 40% nas áreas produtoras, impulsionado pela menor disponibilidade de frutos aptos ao consumo.

Impacto nas capitais e cesta básica

O aumento nos custos de produção e a menor oferta de alimentos pesaram no bolso dos brasileiros em todas as regiões. Segundo levantamento da Conab, Manaus foi a capital que registrou a maior alta na cesta básica em março, com elevação de 7%, puxada principalmente por itens como tomate, batata e feijão. Além dos hortifrútis, produtos básicos como açúcar, café e óleo de soja também exerceram pressão sobre o custo total dos alimentos.

Goiás, que se destaca como o principal produtor de tomate do país, respondendo por quase um terço do volume total cultivado, também sentiu os efeitos climáticos. A menor oferta nacional gerou um desequilíbrio que se refletiu no aumento de preços em todas as capitais pesquisadas.

Expectativa para a safra de inverno

Apesar do cenário de alta, o setor projeta um alívio para as próximas semanas. Especialistas avaliam que a entrada da colheita da safra de inverno deve normalizar o fluxo de abastecimento no mercado interno.

A expectativa é que, com uma oferta mais robusta e condições climáticas mais favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de clima frio, os preços de itens como tomate e cenoura apresentem uma trajetória de queda, aliviando a inflação dos alimentos.