Brasil

Juliana Rosa: Quais os próximos passos do Brasil pós-tarifaço?

Colunista de economia detalha impacto das medidas dos EUA

2 min

17/07/2026 10:43 • Atualizado há 100 dias

Juliana Rosa: Quais os próximos passos do Brasil pós-tarifaço?

Após o anúncio do tarifaço de 25% pelos Estados Unidos, empresários brasileiros e o governo federal focam na busca por novos mercados de exportação e na liberação de subsídios para as indústrias afetadas, descartando, por ora, uma retaliação comercial direta.

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Segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, a cautela e o "sangue frio" devem nortear a resposta do Palácio do Planalto.

Apoio governamental e novos rumos de exportação

As tarifas adicionais americanas entram em vigor na próxima quarta-feira (22), gerando forte apreensão no setor industrial nacional. Para mitigar as perdas de competitividade de segmentos como calçados, máquinas e vestuário, o governo federal deve fornecer suporte financeiro e taxas de juros subsidiadas às empresas atingidas.

Paralelamente, a orientação de entidades industriais é buscar mercados alternativos, como o Canadá e o Japão. A jornalista destacou que o Brasil possui baixa dependência do mercado dos EUA, correspondendo a apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o que limita um impacto maior imediato.

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Grande parte das indústrias prefere evitar o revide tarifário por agora. A colunista explica que, "retaliar é algo perigoso" porque, embora as taxas gerem indignação no setor produtivo, o revide pode desencadear uma escalada prejudicial, como ocorreu na guerra comercial entre os EUA e a China.

Terras raras no centro da disputa com a Casa Branca

A motivação técnica oficial alegada pelo governo de Donald Trump aponta para supostas práticas comerciais desleais do Brasil. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) citou críticas ao sistema de pagamentos Pix, desmatamento ilegal e ao mercado de etanol.

Juliana Rosa revelou que o ponto central da ofensiva americana envolve as reservas de terras raras do Brasil. O país detém a segunda maior reserva mundial desses minerais críticos, fundamentais para o desenvolvimento de tecnologias de ponta, ficando atrás apenas da China.

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A tática de Washington seria impor tarifas elevadas para criar um espaço de negociação estratégica pós eleições brasileiras. Conforme apurado pela jornalista, o objetivo dos EUA é pressionar o Itamaraty a fechar acordos de exploração exclusiva de minerais críticos, limitando os investimentos da China no setor de mineração nacional.

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