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Juliana Rosa: Quais os próximos passos do Brasil pós-tarifaço?

Colunista de economia detalha impacto das medidas dos EUA

Da redação
DA REDAÇÃO

17/07/2026 • 10:43 • Atualizado em 17/07/2026 • 10:43

Resumo

Anúncio de tarifas de 25% pelos Estados Unidos gera reação de empresários brasileiros e do governo federal, que priorizam a busca por novos mercados de exportação e a liberação de subsídios para as indústrias afetadas, descartando retaliação comercial imediata.

Cautela orienta a resposta do governo brasileiro, com foco em apoio financeiro e taxas de juros subsidiadas para setores impactados, além da recomendação de diversificação de mercados, já que exportações para os EUA representam apenas 2% do PIB nacional.

Motivação oficial dos EUA cita práticas comerciais desleais do Brasil, mas foco central está nas reservas brasileiras de terras raras, com Washington buscando pressionar por acordos exclusivos de exploração e limitar a presença chinesa no setor de mineração.

Após o anúncio do tarifaço de 25% pelos Estados Unidos, empresários brasileiros e o governo federal focam na busca por novos mercados de exportação e na liberação de subsídios para as indústrias afetadas, descartando, por ora, uma retaliação comercial direta.

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Segundo a colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, a cautela e o "sangue frio" devem nortear a resposta do Palácio do Planalto.

Apoio governamental e novos rumos de exportação

As tarifas adicionais americanas entram em vigor na próxima quarta-feira (22), gerando forte apreensão no setor industrial nacional. Para mitigar as perdas de competitividade de segmentos como calçados, máquinas e vestuário, o governo federal deve fornecer suporte financeiro e taxas de juros subsidiadas às empresas atingidas.

Paralelamente, a orientação de entidades industriais é buscar mercados alternativos, como o Canadá e o Japão. A jornalista destacou que o Brasil possui baixa dependência do mercado dos EUA, correspondendo a apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o que limita um impacto maior imediato.

Grande parte das indústrias prefere evitar o revide tarifário por agora. A colunista explica que, "retaliar é algo perigoso" porque, embora as taxas gerem indignação no setor produtivo, o revide pode desencadear uma escalada prejudicial, como ocorreu na guerra comercial entre os EUA e a China.

Terras raras no centro da disputa com a Casa Branca

A motivação técnica oficial alegada pelo governo de Donald Trump aponta para supostas práticas comerciais desleais do Brasil. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) citou críticas ao sistema de pagamentos Pix, desmatamento ilegal e ao mercado de etanol.

Juliana Rosa revelou que o ponto central da ofensiva americana envolve as reservas de terras raras do Brasil. O país detém a segunda maior reserva mundial desses minerais críticos, fundamentais para o desenvolvimento de tecnologias de ponta, ficando atrás apenas da China.

A tática de Washington seria impor tarifas elevadas para criar um espaço de negociação estratégica pós eleições brasileiras. Conforme apurado pela jornalista, o objetivo dos EUA é pressionar o Itamaraty a fechar acordos de exploração exclusiva de minerais críticos, limitando os investimentos da China no setor de mineração nacional.