A suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, cria boas expectativas entre aqueles que temem por uma eventual delação premiada de Daniel Vorcaro. A informação é da colunista Mônica Bergamo. Ontem (11), o ministro STF declarou a suspeição por motivo de foro íntimo e, com isso, fica de fora da votação que acontece a partir de amanhã (13), na Segunda Turma do Supremo, para analisar a prisão do dono do Banco Master.
Cada Turma do Supremo conta com cinco ministros. Na Segunda Turma, a manutenção da prisão de Vorcaro já é dada como certa com André Mendonça, relator do caso que tomou a decisão monocrática de prender o banqueiro, e Luiz Fux. Os outros três são Gilmar Mendes, Cássio Nunes Marques e Dias Toffoli. Informações apuradas pela colunista apontam que, em meio às circunstâncias da Maridt e do Tayayá, Toffoli não iria correr o risco de votar pela soltura de Vorcaro. Se ele votasse, já seriam três votos para manter Daniel Vorcaro preso.
Com a suspeição de Toffoli, ainda há uma chance de empate, que beneficiaria o réu. Apesar da possibilidade, Mônica aponta que o resultado do julgamento é incerto. A prisão antes de uma condenação é justificada, por exemplo, por casos que envolvem comoção social e ameaças. No entanto, a Procuradoria-Geral da República avaliou a prisão como precipitada. Para a PGR, os fatos que levaram à detenção de Vorcaro não eram recentes o suficiente para justificar a medida.
Os votos de Gilmar Mendes e Cássio Nunes Marques não são dados como certos também. Existe a esperança, para a defesa e para quem teme a delação, pelo eventual empate. Mônica Bergamo aponta ainda para a complexidade em prever o desfecho do caso.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:



