O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, tem sinalizado uma movimentação estratégica que busca agradar a ambos os polos do espectro político, conforme a análise do colunista de política da Rádio BandNews FM, Rodrigo Orengo. A sabatina do indicado de Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, está marcada para o dia 29 de abril. No dia seguinte (30), será realizada uma votação para derrubar o veto presidencial sobre a dosimetria da pena de figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a perspectiva de reduzir significativamente sua pena, caso seja aprovado.
A aprovação do nome de Messias para o STF está sendo bem recebida, com a expectativa de que ele consiga mais de 50 votos, já superando os 41 necessários. Já a votação do veto da dosimetria deve garantir o apoio da maioria no Congresso, uma vez que a medida já passou tanto pela Câmara quanto pelo Senado com o apoio suficiente para sua reversão.Mas, há algo de comum entre essas duas movimentações políticas: a ligação entre essas pautas está no desejo de muitos líderes do Congresso Nacional de evitar a CPI do Master, que continua sendo vista como um incômodo para vários envolvidos, especialmente aqueles ligados ao empresário Vorcaro, cujo nome está em jogo nas investigações. A CPI, que traria mais clareza sobre os esquemas do setor, ainda enfrenta resistência, principalmente dos aliados do governo, que temem que ela afete a imagem de figuras importantes.Como parte de um acordo nos bastidores, o presidente do Congresso, ao marcar as sessões com temas específicos, vai evitar que a CPI do Master seja discutida e ganhe força. Assim, ao focar exclusivamente na dosimetria e na sabatina de Messias, ele exclui a Comissão Parlamentar de Inquérito da pauta, enterrando a possibilidade de sua realização, ao menos por ora, de acordo com o colunista.Rodrigo Orengo destaca que, embora esses acordos atendam aos interesses do Congresso e da base governista, resta saber se a população, especialmente aqueles interessados nas investigações sobre o Master, aceitará a suspensão da CPI e os desdobramentos dessa articulação política.
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