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Ex-subsecretário é intimado após mensagens sobre caso de estupro no Rio

Polícia Civil analisa prints e denúncia de ameaça ligados ao crime em Copacabana

João Boueri
JOÃO BOUERI

10/03/2026 • 13:02 • Atualizado em 10/03/2026 • 13:02

Carlos Costa Simonin

Carlos Costa Simonin

Reprodução

A Polícia Civil do Rio vai intimar o ex-subsecretário do Governo e pai de um dos envolvidos no caso do estupro coletivo em Copacabana após a repercussão de prints divulgados nas redes sociais envolvendo José Carlos Costa Simonin.

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O crime aconteceu no apartamento de Simonin, no dia 31 de janeiro, no bairro da Zona Sul da capital fluminense, contra uma adolescente de 17 anos.

O advogado da vítima, Rodrigo Mondego, divulgou um print no qual o ex-subsecretário chama o profissional de vagabundo e que ele deveria trabalhar para pagar as contas, em vez de tentar ganhar fama.

Como resposta, o advogado da vítima utilizou o mesmo xingamento ao se referir a Vitor Hugo Oliveira Simonin, preso pelo crime de estupro qualificado, estupro coletivo e cárcere privado.

Além disso, uma mulher prestou queixa por ameaça contra José Carlos Costa Simonin. No registro de ocorrência, ela afirma que o ex-subsecretario respondeu a um story no Instagram no qual a mulher falava sobre o crime de estupro.

José Carlos Simon disse: "Ela é sua filha? É a sua cara. Kkk esconde esses peitos, independente"."

A Delegacia de Copacabana analisa a possibilidade de cometimento de outros crimes pelo ex-subsecretário.

Simonin ocupava até semana passada o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Ele foi demitido pelo Governo.

Além de Vitor Simonin, filho do ex-subsecretátio, também foram presos pelo crime Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier, Bertho e Mattheus Veríssimo Zoel Martins. Um menor de idade apontado como "mentor" do crime foi apreendido e cumpre medida socioeducativa de internação provisória.

As defesas dos envolvidos negam os crimes. A reportagem também tentou contato com José Carlos Simonin, que não respondeu.