
Carlos Costa Simonin
Reprodução
A Polícia Civil do Rio vai intimar o ex-subsecretário do Governo e pai de um dos envolvidos no caso do estupro coletivo em Copacabana após a repercussão de prints divulgados nas redes sociais envolvendo José Carlos Costa Simonin.
O crime aconteceu no apartamento de Simonin, no dia 31 de janeiro, no bairro da Zona Sul da capital fluminense, contra uma adolescente de 17 anos.
O advogado da vítima, Rodrigo Mondego, divulgou um print no qual o ex-subsecretário chama o profissional de vagabundo e que ele deveria trabalhar para pagar as contas, em vez de tentar ganhar fama.
Como resposta, o advogado da vítima utilizou o mesmo xingamento ao se referir a Vitor Hugo Oliveira Simonin, preso pelo crime de estupro qualificado, estupro coletivo e cárcere privado.
Além disso, uma mulher prestou queixa por ameaça contra José Carlos Costa Simonin. No registro de ocorrência, ela afirma que o ex-subsecretario respondeu a um story no Instagram no qual a mulher falava sobre o crime de estupro.
José Carlos Simon disse: "Ela é sua filha? É a sua cara. Kkk esconde esses peitos, independente"."
A Delegacia de Copacabana analisa a possibilidade de cometimento de outros crimes pelo ex-subsecretário.
Simonin ocupava até semana passada o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Ele foi demitido pelo Governo.
Além de Vitor Simonin, filho do ex-subsecretátio, também foram presos pelo crime Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier, Bertho e Mattheus Veríssimo Zoel Martins. Um menor de idade apontado como "mentor" do crime foi apreendido e cumpre medida socioeducativa de internação provisória.
As defesas dos envolvidos negam os crimes. A reportagem também tentou contato com José Carlos Simonin, que não respondeu.
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