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Caso de estupro coletivo no Rio: ex-subsecretário xinga advogado da vítima

Mensagem foi divulgada nas redes sociais por Rodrigo Mondego, defensor da jovem

João Boueri
JOÃO BOUERI

09/03/2026 • 12:55 • Atualizado em 09/03/2026 • 12:55

Conversa entre o ex-subsecretário e o advogado

Conversa entre o ex-subsecretário e o advogado

Divulgação redes sociais

O ex-subsecretário estadual José Carlos Costa Simonin usou as redes sociais para xingar o advogado da vítima do caso de estupro coletivo ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

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O crime aconteceu no apartamento de Simonin, no dia 31 de janeiro. O também advogado Rodrigo Mondego publicou nas redes sociais o print de uma mensagem enviada na noite de domingo (8).

Na conversa, Simonin afirma que Mondego estaria usando o caso de estupro para ganhar fama e o chama de “vagabundo”.

Simonin ocupava até a semana passada o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Ele foi demitido pelo Governo.

Como resposta, o advogado da vítima utilizou o mesmo xingamento ao se referir a Vitor Hugo Oliveira Simonin, filho do ex-subsecretário, que está preso pelos crimes de estupro qualificado, estupro coletivo e cárcere privado.

Além de Vitor Simonin, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Veríssimo Zoel Martins também estão presos preventivamente.

Um menor de idade apontado como mentor do estupro coletivo foi apreendido e cumpre medida socioeducativa de internação provisória. As investigações indicam que ele teria convidado a adolescente para o apartamento da família de Vitor Hugo. Os dois teriam tido um relacionamento anteriormente.

Segundo a Polícia Civil, além do estupro, a vítima sofreu agressões com tapas e chutes e chegou a pedir para que os criminosos parassem. Inicialmente, havia suspeita de fratura em uma costela.

Após a repercussão do caso, dois novos registros de ocorrência foram feitos por outras vítimas.

Um deles teria ocorrido em agosto de 2023 e envolve uma adolescente de 14 anos. O caso cita o mesmo menor de idade do episódio mais recente e também Mattheus Veríssimo Zoel Martins. A polícia investiga se João Gabriel Xavier Bertho também teria participado.

O outro registro aponta um caso que teria ocorrido em outubro do ano passado, durante uma festa no Humaitá. Vitor Hugo Oliveira Simonin foi apontado como autor.

As defesas dos envolvidos negam os crimes.

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