Economia

3 em cada 10 brasileiros usam cartão de crédito para pagar despesas diárias

Levantamento da Serasa mostra que 63% da população utilizou a modalidade nos últimos 12 meses, consolidando o recurso na gestão financeira.

Da redação
DA REDAÇÃO

20/07/2026 • 12:18 • Atualizado em 20/07/2026 • 12:18

Cartão de crédito é usado para despesas diárias por 30% dos brasileiros

Cartão de crédito é usado para despesas diárias por 30% dos brasileiros

Freepik

O cartão de crédito consolidou sua posição como a principal modalidade de crédito utilizada no Brasil, assumindo um papel frequente na gestão das finanças domésticas. A primeira edição do Mapa de Crédito, levantamento realizado pela Serasa, revela que 63% da população brasileira utilizou o recurso nos últimos 12 meses, o maior índice registrado entre todas as linhas de crédito analisadas no país.

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A pesquisa aponta uma mudança na forma como o consumidor lida com essa ferramenta. Cerca de 30% dos brasileiros usam o cartão de crédito para cobrir despesas do dia a dia, enquanto 29% recorrem ao recurso para compras específicas e 18% para atender a emergências de saúde.

De acordo com a gerente de Crédito da Serasa, Camila Martins, os dados sinalizam que a modalidade deixou de ser vista apenas como um meio para compras parceladas e passou a integrar o planejamento orçamentário cotidiano das famílias.

Entre os motivos apresentados pelos entrevistados para a preferência do cartão de crédito em relação a outras opções, a possibilidade de parcelar compras de maneira compatível com o orçamento lidera com 41% das respostas. Em seguida, aparecem a facilidade de acesso ao produto (37%) e a disponibilidade de limite pré-aprovado pelas instituições financeiras (30%).

Modalidades de crédito e diferenças no perfil de uso

O estudo da Serasa demonstra que os consumidores escolhem produtos financeiros distintos a depender da finalidade do recurso. Enquanto o cartão atende predominantemente a gastos correntes, modalidades como o empréstimo pessoal e o crédito consignado são buscadas para a reorganização das finanças.

Entre os usuários dessas linhas de crédito, a liquidação de dívidas ou contas em atraso motiva 34% dos contratantes de empréstimo pessoal e 20% dos optantes pelo consignado.

A busca por organização financeira geral abrange 22% e 35% dos clientes de cada uma dessas modalidades, respectivamente, enquanto a necessidade de obter alívio no orçamento representa 15% das solicitações em ambas as frentes.

Camila Martins avalia que a compreensão sobre os custos e os impactos das parcelas no orçamento futuro é determinante para evitar o endividamento e garantir que a contratação atue como aliada na saúde financeira do consumidor.

Panorama do mercado na Região Sudeste

Na Região Sudeste, os dados extraídos do Cadastro Positivo reforçam a diversidade na utilização das linhas de crédito. O cartão de crédito desponta como a principal porta de entrada no mercado regional, alcançando 16,5 milhões de consumidores.

Na sequência, figuram o empréstimo pessoal, com 14,1 milhões de usuários, e o crédito consignado, utilizado por 9 milhões de pessoas. Os financiamentos imobiliário (2,88 milhões) e de veículos (2,75 milhões) também mantêm participação relevante na região.

O levantamento também aponta variações no perfil de adimplência conforme o tipo de crédito concedido. Entre os consumidores que utilizam o empréstimo pessoal na Região Sudeste, 52,1% apresentam restrição no CPF, o que indica débitos pendentes, embora não necessariamente vinculados ao contrato vigente.

Em contrapartida, modalidades de maior valor, a exemplo dos financiamentos de imóveis e automóveis, concentram predominantemente tomadores adimplentes, fruto de critérios de concessão e análise de risco mais rigorosos.

De maneira geral, a análise indica que a maioria dos usuários de crédito no país possui pontuação no Serasa Score classificada nas faixas "bom" e "regular", apontando um comportamento financeiro majoritariamente positivo entre as diferentes modalidades disponíveis no mercado.

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