Economia

Alckmin evita falar sobre taxa das blusinhas e diz que apoiará governo

A chamada “taxa das blusinhas” estabelece um imposto de 20% sobre mercadorias importadas de até US$ 50

Da redação
DA REDAÇÃO

18/04/2026 • 12:23 • Atualizado em 18/04/2026 • 12:27

Agência Brasil

Resumo

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que a decisão sobre a “taxa das blusinhas” foi tomada pelo Congresso Nacional e que o governo ainda não definiu uma posição sobre o tema, destacando que o assunto segue em discussão.

O imposto de 20% sobre mercadorias importadas de até US$ 50, aprovado pelo Congresso e sancionado por Lula, enfrenta resistência dentro do próprio governo devido à sua impopularidade em ano eleitoral, com setores defendendo revisão ou possível derrubada da medida.

A proposta de redução da jornada de trabalho foi comentada por Alckmin, que apontou uma tendência global de diminuição da carga horária impulsionada pela tecnologia, ressaltando que o tema será debatido pelo Congresso para definir formas de implantação.

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), evitou se aprofundar sobre a chamada “taxa das blusinhas” neste sábado (18). Ele afirmou apenas que a medida foi uma decisão do Congresso Nacional e que o governo ainda não tomou uma posição definitiva sobre o tema.

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“Essa foi uma decisão do Congresso Nacional, não há ainda uma decisão sobre isso. Nós já nos pronunciamos, vamos aguardar”, disse Alckmin, de forma breve, ao ser questionado.

A declaração foi dada após visita a uma concessionária em Valparaíso de Goiás (GO), município localizado a cerca de 35 quilômetros de Brasília.

Na última quinta-feira (16) porém, o presidente em exercício havia defendido o imposto durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Na ocasião, afirmou que a medida contribui para aumentar a competitividade da indústria nacional e para a geração de empregos no país.

A chamada “taxa das blusinhas” estabelece um imposto de 20% sobre mercadorias importadas de até US$ 50. A proposta foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar disso, setores do próprio governo defendem a revisão ou até a derrubada da medida ainda neste ano, diante da sua impopularidade em período eleitoral.

Alckmin também comentou a proposta de redução da jornada de trabalho. Segundo ele, há uma tendência global de diminuição da carga horária, impulsionada pelo avanço tecnológico.

“Se eu faço mais com menos gente, há uma tendência de você ter uma jornada menor. Essa é uma tendência mundial. O que se deve fazer é discutir o tema para avaliar se isso pode ser implantado diretamente ou de forma escalonada, de acordo com cada tipo de atividade. Essa é uma discussão que caberá ao Congresso Nacional”, afirmou.

*Com informações do Estadão Conteúdo.