Economia

China quer negociar retomada de acordo comercial de 2020 com Trump

Governo tenta impedir tarifas ainda maiores contra produtos do país e imponha restrições de acesso à tecnologia

ESTADÃO CONTEÚDO

03/02/2025 • 07:29 • Atualizado em 03/02/2025 • 07:36

Donald Trump prometeu mais taxas contra a China

Donald Trump prometeu mais taxas contra a China

Reprodução/REUTERS

O governo da China está preparando uma proposta inicial para tentar impedir que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplique tarifas ainda maiores contra os produtos do país e imponha mais restrições de acesso à tecnologia.

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De acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, a aposta chinesa tem como foco a retomada do acordo comercial assinado pelos dois países em 2020, no primeiro governo de Trump. À época, o pacto fracassou.

Segundo tais fontes, Pequim considerou que a tarifa de 10% anunciada por Trump no sábado, 1º, sobre as importações da China foi uma forma de pressão, mas longe do nível máximo, que seria considerado intolerável pelos chineses. Em uma resposta inicial tímida, o Ministério do Comércio da China informou que acionaria a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos e pediu um "diálogo franco" entre os dois países.

O chamado Acordo de Fase Um, assinado em 2020, exigia que a China aumentasse as compras de bens e serviços americanos em U$ 200 bilhões durante dois anos. Após o fracasso da iniciativa, Pequim agora se prepara para indicar aos EUA em quais áreas poderia ampliar as aquisições de produtos americanos.

Outras iniciativas projetadas pelos chineses incluem uma oferta para fazer mais investimentos nos Estados Unidos, em setores como o de baterias para carros elétricos; uma nova promessa de não desvalorizar o yuan para ganhar vantagem competitiva; e um compromisso de reduzir as exportações de insumos para a produção de fentanil.

Pequim também estaria planejando tratar a questão do TikTok como um "assunto comercial", disseram as fontes, como forma de abrir espaço para a negociação de uma participação na plataforma para investidores americanos. Fonte: Dow Jones Newswires.