Economia

Desemprego é o mais alto desde outubro de 2025

Desemprego sobe para 5,4% no trimestre até janeiro, mas massa de renda e rendimento médio atingem níveis recordes no país

Da redação
DA REDAÇÃO

05/03/2026 • 11:47 • Atualizado em 05/03/2026 • 11:54

Carteira de trabalho

Carteira de trabalho

Agência Brasília

Resumo

A taxa de desemprego no Brasil subiu de 5,1% para 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, maior índice desde outubro de 2025, mas ainda o menor para trimestres finalizados em janeiro desde o início da série histórica do IBGE; em janeiro de 2025, o desemprego era de 6,5%.

A massa de rendimentos atingiu recorde de R$ 370,338 bilhões no período, impulsionada pelo aumento do número de trabalhadores e pela melhora na qualidade das vagas, segundo a coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy.

O rendimento médio real chegou a R$ 3.652, com alta anual de 5,4% e mensal de 2,8%, refletindo crescimento do emprego formal e dos salários, enquanto a informalidade diminuiu e trabalhadores informais também registraram aumento de rendimentos.

A taxa de desemprego no Brasil voltou a apresentar leve alta, passando de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro para 5,4% no trimestre finalizado em janeiro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada desde 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Compartilhar

O índice é o mais elevado desde o trimestre encerrado em outubro de 2025, quando também havia registrado 5,4%. Apesar da alta recente, trata-se da menor taxa de desocupação para trimestres finalizados em janeiro em toda a série histórica da pesquisa.

No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua era de 6,5%.

Massa de salários bate novo recorde

A massa de rendimentos em circulação na economia alcançou um novo recorde no trimestre encerrado em janeiro, somando R$ 370,338 bilhões.

O rendimento médio real dos trabalhadores também atingiu o maior nível da série histórica, chegando a R$ 3.652 no período. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostras Domiciliares do IBGE, o avanço da massa de renda reflete tanto o aumento do número de pessoas empregadas quanto a melhora na qualidade das vagas.

“Desde 2023, a massa de rendimento tem observado variações positivas. A alta contínua na massa de rendimento cresce com mais emprego e melhora na qualidade das vagas. O crescimento ocorre tanto pelo maior número de pessoas trabalhando quanto pelo aumento do contingente de trabalhadores com rendimentos maiores”, afirmou.

De acordo com a pesquisadora, o avanço da renda também está ligado à expansão de vínculos de trabalho mais estáveis, como empregos com carteira assinada. Além disso, trabalhadores informais também vêm registrando aumento nos rendimentos.

No comparativo anual, a massa de renda cresceu R$ 25,108 bilhões, uma alta de 7,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Já na comparação com o trimestre encerrado em outubro de 2025, houve aumento de 2,9%, o equivalente a R$ 10,527 bilhões.

O rendimento médio real dos trabalhadores ocupados subiu 2,8% frente ao trimestre até outubro, o que representa R$ 100 a mais. Em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2025, a renda média real avançou 5,4%, com acréscimo de R$ 186.

Considerando a renda nominal — sem o desconto da inflação — houve crescimento de 3,5% na comparação com o trimestre encerrado em outubro e de 10% frente ao mesmo período do ano anterior.

Segundo Beringuy, o aumento do emprego formal, especialmente no setor privado, tem sido um dos principais fatores por trás do recorde nos rendimentos, enquanto o número de trabalhadores informais apresenta redução.