
Empréstimo barato? O que você precisa olhar antes de assinar o contrato
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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recomenda, em material de educação financeira disponível no gov.br, que quem busca empréstimo avalie o custo total da dívida e não apenas o valor da parcela antes de assinar o contrato com bancos e financeiras.
Parcela baixa pode esconder custo alto
Segundo o livro "TOP Planejamento Financeiro Pessoal", da CVM, muitas ofertas de crédito destacam apenas que a prestação "cabe no bolso", o que pode levar o consumidor a ignorar quanto pagará de juros ao longo de todo o prazo.
O material explica que uma parcela baixa costuma estar ligada a um prazo mais longo, o que reduz o valor mensal, mas faz a pessoa pagar muito mais pelo empréstimo até o fim do contrato.
A publicação também alerta que a taxa de juros anunciada, como "2% ao mês", é apenas parte da operação. Além dos juros, as instituições embutem tarifas, seguros e outros encargos que encarecem o crédito.
CET revela o custo real da dívida
Para comparar propostas de forma correta, a CVM orienta que o consumidor peça sempre o Custo Efetivo Total (CET) do empréstimo, e não se baseie apenas na taxa de juros mensal.
O CET é a taxa global da operação, expressa geralmente ao ano, que reúne todos os encargos e despesas incidentes na contratação do crédito. Por norma do Banco Central, bancos e financeiras devem informar esse dado de forma clara antes da assinatura.
De acordo com o material da CVM, entram no cálculo do CET itens como:
- Tributos, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
- Tarifas de cadastro, abertura e manutenção do contrato;
- Seguros atrelados ao financiamento, como o seguro prestamista;
- Custos de registro e outras despesas administrativas.
Como comparar bancos na prática
A orientação do livro da CVM é que o cliente sempre peça simulações para o mesmo valor e prazo em diferentes instituições e compare o CET de cada oferta.
Em um cenário hipotético, um banco pode anunciar juros de 1,5% ao mês, mas cobrar tarifas altas de cadastro e seguro obrigatório, enquanto outro trabalha com 1,7% ao mês, porém sem tarifas adicionais e com seguros mais baratos.
Nesse caso, o primeiro parece mais vantajoso ao olhar apenas os juros, mas o segundo pode ter CET menor e sair mais barato no fim do contrato.
Site do Banco Central ajuda na decisão
Como complemento, o material destaca que o consumidor pode consultar o site do Banco Central, que divulga periodicamente as taxas médias de juros cobradas pelos bancos em cada modalidade de crédito.
Essas informações funcionam como referência para avaliar se a taxa oferecida está próxima da média do mercado ou muito acima dela, o que ajuda a negociar condições melhores ou buscar outra instituição antes de assumir a dívida.

