Economia

Euro digital começa a ser testado na segunda metade de 2027

Projeto piloto do euro digital deve começar em 2027 com transações reais e foco em ampliar a autonomia e os meios de pagamento na Europa

Da redação
DA REDAÇÃO

21/03/2026 • 11:05 • Atualizado em 21/03/2026 • 11:15

União Europeia

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Resumo

Projeto piloto de 12 meses para o euro digital começará na segunda metade de 2027, sob controle do Eurosystem, com transações reais e inspiração no Drex brasileiro, conforme divulgado por Piero Cipollone, do Banco Central Europeu.

Fase de testes envolverá provedores de serviços de pagamento, comerciantes e funcionários do Eurosystem, abrangendo transferências online entre pessoas, transações offline por NFC, pagamentos presenciais e compras em e-commerce e aplicativos.

Processo legislativo da União Europeia está em andamento, com decisão final sobre o euro digital pendente de aprovação normativa, enquanto iniciativa busca ampliar opções de pagamento, fortalecer autonomia e resiliência da Europa, segundo Cipollone.

Um projeto piloto de 12 meses para o euro digital deve ter início na segunda metade de 2027, em um ambiente controlado pelo Eurosystem e com realização de transações reais. A informação foi divulgada por Piero Cipollone, integrante do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE). A proposta funciona como uma versão europeia do Drex, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil.

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A fase de testes contará com a participação de um grupo restrito de provedores de serviços de pagamento e comerciantes, além de funcionários do próprio Eurosystem. Entre os usos previstos estão transferências online entre pessoas, com identificação por pseudônimo ou número de acesso; transações offline via tecnologia de aproximação (NFC); pagamentos presenciais de pessoa para empresa; e compras em ambientes digitais, como e-commerce e aplicativos móveis.

De acordo com informações da União Europeia, o processo legislativo ainda está em curso. A decisão final sobre a emissão do euro digital dependerá da aprovação dessas normas e será tomada posteriormente pelo Conselho do BCE.

Atualmente, cerca de dois terços das transações com cartão na zona do euro são processadas por bandeiras internacionais. Além disso, 15 dos 21 países da União Europeia não contam com uma solução doméstica amplamente adotada para pagamentos digitais em estabelecimentos físicos. Nesse contexto, o euro digital surge como uma alternativa para ampliar as opções de pagamento na região.

Para Cipollone, a iniciativa também tem papel estratégico. Segundo ele, a criação do euro digital pode reforçar a autonomia e a resiliência da Europa. “A urgência de preservar a resiliência e a autonomia das infraestruturas críticas da Europa é clara”, afirmou. “Garantir autonomia estratégica e resiliência nos pagamentos do dia a dia é igualmente urgente.”