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Economia

Apagão em SP: prejuízo para bares e hotéis pode chegar a R$ 100 milhões

Conforme a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo, cinco mil estabelecimentos foram afetados, incluindo locais na capital, no ABC Paulista, Itapecerica da Serra e em partes do interior

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13/12/2025 11:03 • Atualizado há 315 dias

Apagão em SP: prejuízo para bares e hotéis pode chegar a R$ 100 milhões

O prejuízo para bares, restaurantes e hotéis devido ao blecaute iniciado em São Paulo na terça-feira (9) pode chegar a R$ 100 milhões, segundo a Fhoresp.

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Conforme a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo, cinco mil estabelecimentos foram afetados, incluindo locais na capital paulista, nos municípios da região do ABC Paulista, em Osasco, Itapecerica da Serra e em partes do interior. Os danos incluem perdas de alimentos, equipamentos e clientes.

Para o diretor-executivo da Fhoresp, Edson Pinto, a Enel falha por não conseguir atender a urgências, sendo o episódio recorrente. A entidade representa cerca de 500 mil estabelecimentos no estado e mais de 20 sindicatos patronais.

"Muitos, ainda no escuro, perderam produtos estocados e, para piorar, clientes - o que ocasiona, ainda, falta de faturamento, colocando em risco, inclusive, os empregos de quem trabalha no setor", cita a Fhoresp em nota.

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Conforme a federação, a demora no restabelecimento no fornecimento de energia, com mais de dois milhões de endereços afetados, joga luz sobre um problema antigo que envolve a atuação da Enel, empresa italiana detentora da concessão do serviço de distribuição de eletricidade para a capital paulista e outras 24 cidades do entorno.

"Este já é o sétimo apagão em menos de dois anos. Os setores de Alimentação Fora do Lar e de Hospedagem ficam reféns", diz.

O diretor da Fhoresp lembra que dezembro é um dos meses de maior movimento para restaurantes, bares e hotéis, com o setor se preparando para atender a alta demanda. "Estamos próximos de um fim de semana que deveria ser de alta lucratividade para muitos estabelecimentos. Mas, para milhares deles, serão dias de portas fechadas."

Para as empresas afetadas pelo apagão, a orientação da Fhoresp é que reúnam o maior número de elementos, provas dos prejuízos, para ajuizar ações de ressarcimento pelos dias de não funcionamento e, consequentemente, de não faturamento.

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