Economia

Fernando Haddad sobre juros: ‘É papel do Banco Central fazer contas’

Segundo o ministro da Fazenda, a taxa de juros está em um patamar incompatível com a estabilidade da dívida pública

Da redação
DA REDAÇÃO

29/01/2026 • 09:53 • Atualizado em 29/01/2026 • 09:53

Fernando Haddad

Fernando Haddad

REUTERS/Jorge Silva

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom), do Bando Central, que deverá começar a reduzir a taxa de juros na reunião de março, fará a trajetória se acomodar “em um patamar razoável” ao comentar a dívida pública.

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“Eu entendo que o anúncio de ontem, de que vai começar a cortar juros, vai fazer essa trajetória se acomodar em um patamar razoável. Pagando 10% de juro real, não tem supéravit primário compatível com a estabilização da dívida”, disse Haddad em entrevista ao portal Metrópoles.

“Nossa dívida é selicada. Se aumenta a Selic, aumenta a dívida”, acrescentou. Ao ser questionado sobre o patamar adequado. Fernando Haddad afirmou que “é papel do Banco Central fazer contas”.

“A taxa de juro que vai começar a cair está em um patamar incompatível com a estabilidade da dívida. Fazendo uma gestão adequada de reconstrução do supéravit primário, você vai trazer essa taxa de juro para o patamar adequado. Ao fazer as duas coisas combinadas, estabiliza a dívida”, pontuou.

Selic mantida em 15%

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

Essa é a quinta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

No comunicado, o Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.