
Empresários se reuniram para discutir a aplicação da IA generativa nas empresas
Divulgação/Capco
A inteligência artificial generativa – como o ChatGPT – já faz parte da vida de muita gente. Ela ajuda a criar textos, gera imagens, auxilia na edição de áudios e até a criar códigos de software. Pesquisas recentes indicam que ela está cada vez mais presente nas empresas no Brasil, – inclusive nas públicas.
A transformação impulsionada pelas IAs já está em curso e aparenta ser irreversível, alterando significativamente as dinâmicas de trabalho. Por mais que ainda enfrente limitações, seu impacto já é visível no cotidiano corporativo. Mas, apesar disso, muitos negócios ainda encontram dificuldades para explorar todo o potencial que elas podem oferecer.
Para debater o tema, empresários de diversos segmentos se reuniram no LeaderX, promovido pela Capco – especialista em orientar transformação digital no setor de serviços financeiros – para pensar nas melhores práticas para a implementação das GenAI, destacando que a adoção da IA deve ser feita com cautela. O principal objetivo é garantir que a tecnologia seja utilizada de maneira produtiva, gerando resultados concretos para as organizações.
O evento marcou o início de uma série de encontros da Capco no Brasil sobre GenAI, com o objetivo de explorar sua implementação, as oportunidades de aumentar a eficiência dos negócios e os desafios a serem superados. Também participaram do evento representantes de empresas como Itaú e Nvidia.
As GenAIs, embora poderosas, não são solução universal e exigem amadurecimento tanto das pessoas quanto das empresas. A integração da IA a sistemas legados do setor financeiro, muitos dos quais operam há décadas, também foi um desafio discutido, com a necessidade de colaboração geral para poder extrair o máximo da ferramenta.
Outro ponto enfatizado foi a importância de tratar a IA como qualquer outro produto. O foco deve ser no problema a ser resolvido, e não na solução em si. Os empresários entendem que é essencial mapear detalhadamente o processo de aplicação, definir os resultados esperados e avaliar o retorno sobre o investimento antes de implementar qualquer tecnologia.
Os participantes também discutiram as principais tendências do mercado, entre elas o uso de agentes e modelos multimodais, que ampliam as aplicações da IA para além do texto, incorporando vídeos, imagens e voz, com o objetivo de aprimorar o relacionamento com clientes e otimizar processos.
Os avanços na robótica inteligente também foram mencionados, com a visão de que a próxima etapa será integrar a física à inteligência artificial. Se os desafios da física dentro da IA forem resolvidos, será possível avançar na robótica, criando humanoides que compreendam as leis da física.
O que são IAs Generativas?
As inteligências artificiais generativas são um tipo de IA que cria conteúdo ou informações baseada em pedidos do usuário (também chamados de “prompt”). Podem criar ou editar textos, fotos, vídeos, áudios ou até mesmo criar linhas de códigos para softwares.
Elas seguem a lógica do deep learning, um modelo de aprendizado das máquinas que emulam os processos de aprendizado e tomada de decisão de um cérebro humano – ou seja, ela “aprende” com os usuários e armazena os conhecimentos em uma imensa base de dados que será reutilizada o que sabe para auxiliar na resolução de problemas.
O americano ChatGPT é o modelo de IA generativa mais famoso e bem desenvolvido, mas o Gemini, do Google, Midjourney ou a própria chinesa Deepseek, que ganhou a mídia ao prometer ser tão poderosa quanto o próprio ChatGPT, mas a um preço mais acessível, são exemplos de IAs generativas.
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