Economia

Investir dá medo? Aprenda a escolher a melhor opção para o seu perfil

Estudo explica como equilibrar risco, liquidez e rentabilidade para que cada investidor defina a estratégia mais adequada ao seu objetivo

Da redação
DA REDAÇÃO

12/02/2026 • 19:16 • Atualizado em 12/02/2026 • 19:16

Investir dá medo? Aprenda a escolher a melhor opção para o seu perfil

Investir dá medo? Aprenda a escolher a melhor opção para o seu perfil

Reprodução

Em material de educação financeira disponível no portal do Governo Federal, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) orienta que quem está começando a investir avalie qualquer aplicação a partir do chamado "tripé dos investimentos" para diminuir o medo de aplicar dinheiro.

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O "tripé dos investimentos" é composto por: risco, liquidez e rentabilidade.

O que é o tripé dos investimentos

De acordo com o livro TOP Planejamento Financeiro Pessoal, não existe o melhor investimento do mundo que seja, ao mesmo tempo, muito lucrativo, totalmente seguro e com resgate imediato. Cada produto financeiro equilibra esses três fatores de forma diferente.

A rentabilidade é o retorno que o investidor espera ganhar. O material lembra a regra de ouro do mercado: "não há almoço de graça". Para ter chance de lucros maiores, é preciso aceitar mais risco ou deixar o dinheiro aplicado por mais tempo.

Liquidez é a facilidade de transformar o investimento em dinheiro na conta sem perda relevante de valor. A cartilha cita aplicações como poupança e Tesouro Selic entre as alternativas de alta liquidez, enquanto imóveis costumam ter liquidez baixa, porque a venda pode demorar.

Já a segurança diz respeito ao risco de perder dinheiro ou de o emissor não pagar o que deve. O livro reforça que não existe investimento sem risco, ainda que em graus diferentes. Se uma oferta promete ganhos altos com risco zero, a recomendação é desconfiar, pois pode ser golpe.

Como definir o que priorizar

Como é impossível maximizar risco baixo, liquidez alta e rentabilidade elevada ao mesmo tempo, o livro orienta que cada pessoa defina qual pilar é prioritário para seu momento de vida e objetivo financeiro, processo conhecido no mercado como suitability (adequação, em tradução livre).

Segundo a CVM, uma pergunta central ajuda a organizar as escolhas: quando será necessário usar esse dinheiro?

A resposta indica se o foco deve recair sobre liquidez, sobre potencial de ganho ou sobre preservação máxima do capital.

Três cenários para orientar escolhas

Para quem precisa do recurso para imprevistos a qualquer momento, como despesas de saúde ou conserto do carro, a CVM recomenda priorizar liquidez e segurança, mesmo que a rentabilidade seja menor.

Nessa situação, a possibilidade de resgatar imediatamente sem grandes oscilações de valor pesa mais do que o ganho.

No caso de objetivos de longo prazo, como aposentadoria em 20 anos, a cartilha aponta que é possível buscar maior rentabilidade, aceitando mais risco e menor liquidez. Com um horizonte estendido, o investidor consegue atravessar períodos de volatilidade e aproveitar o efeito dos juros compostos.

Já para metas de prazo intermediário e valor definido, como a compra de um imóvel em dois anos, o livro sugere dar prioridade à segurança.

Colocar o dinheiro em aplicações muito voláteis pode significar uma perda justamente na hora de pagar a entrada, o que torna mais indicado um perfil conservador para preservar o capital.

Na avaliação da CVM, entender esse equilíbrio entre risco, liquidez e rentabilidade ajuda o iniciante a abandonar a busca por soluções milagrosas e a escolher o tipo de investimento mais adequado para cada objetivo, reduzindo o receio de entrar no mercado financeiro.