
Macron afirma que França votará contra o acordo Mercosul-União Europeia
REUTERS/Gonzalo Fuentes
O presidente francês Emmanuel Macron reafirmou sua postura contrária ao atual acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Embora reconheça o valor estratégico e geopolítico do pacto, Macron o classificou como obsoleto e mal planejado, defendendo que o texto atual não atende às exigências contemporâneas de justiça e sustentabilidade.
- Sustentabilidade e Clima: Para o líder francês, qualquer acordo comercial moderno deve incluir salvaguardas ambientais rigorosas. Ele argumenta que o pacto atual falha ao não alinhar metas econômicas com o respeito ao clima.
- Protecionismo e Tarifas: Macron alertou que a Europa precisa estar alerta contra ameaças de aumentos tarifários globais. Sem citar diretamente os EUA, ele destacou a importância de reduzir dependências externas e tomar decisões de forma soberana para evitar a vulnerabilidade em momentos de crise.
- Veto Oficial: O presidente já comunicou formalmente à Comissão Europeia que a França votará contra o acordo nos moldes atuais.
As declarações foram dadas ao jornal espanhol El País, em entrevista.
Relação com os EUA e Donald Trump
Sobre a relação com a Casa Branca, Macron descreveu sua abordagem como "profissional e respeitosa, mas firme". Ele defende que a Europa não deve se curvar a "agressões" comerciais e que a estratégia de tentar acordos sob pressão já se provou ineficaz no passado. Para ele, a previsibilidade e a força são essenciais para lidar com o cenário de instabilidade internacional.
"Quando há agressão flagrante, não devemos nos curvar. Tentamos essa estratégia por meses, e não funciona." — Emmanuel Macron.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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