Economia

Mais de 60% das empresas brasileiras fecham em até cinco anos, aponta IBGE

Especialistas apontam que planejamento, gestão de riscos e adoção da ISO 22301 podem aumentar a sobrevivência das empresas diante de crises e interrupções operacionais

Da redação
DA REDAÇÃO

29/05/2026 • 16:10 • Atualizado em 29/05/2026 • 16:22

Reprodução/Agência Brasil

Resumo

O fechamento precoce de empresas no Brasil, evidenciado por dados do IBGE que apontam taxa de mortalidade de 20% no primeiro ano e 62,7% em até cinco anos, destaca a importância do planejamento estratégico e da gestão de riscos para a sobrevivência dos negócios.

Adoção da norma internacional ISO 22301, recomendada pela Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ), surge como ferramenta essencial para que organizações identifiquem riscos, implementem processos de continuidade e obtenham certificação que demonstra compromisso com a gestão estruturada de riscos.

Benefícios da ISO 22301 incluem redução de perdas financeiras, diminuição do tempo de paralisação, fortalecimento da confiança de clientes e parceiros, melhoria da eficiência operacional e alinhamento de equipes, sendo considerada investimento estratégico para empresas de todos os portes.

A alta taxa de mortalidade empresarial no Brasil tem reforçado a preocupação de especialistas com a necessidade de planejamento estratégico e gestão de riscos dentro das organizações. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 20% das empresas encerram as atividades ainda no primeiro ano de funcionamento. Em até cinco anos, o percentual de negócios que fecham as portas chega a 62,7%.

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O cenário evidencia os desafios enfrentados pelas empresas diante de crises econômicas, falhas tecnológicas, desastres naturais, ataques cibernéticos e interrupções operacionais que podem comprometer a continuidade das atividades.

Segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ), a adoção da ISO 22301 — norma internacional voltada ao Sistema de Gestão de Continuidade de Negócios (SGCN) — pode ajudar organizações a se prepararem melhor para situações adversas e reduzirem impactos em momentos de crise.

A norma estabelece diretrizes para que empresas identifiquem riscos, avaliem possíveis impactos e implementem processos capazes de manter produtos e serviços essenciais funcionando mesmo diante de incidentes inesperados. Além disso, as organizações podem obter certificação por organismos independentes, demonstrando ao mercado compromisso com a continuidade operacional e a gestão estruturada de riscos.

“Em um ambiente de negócios cada vez mais instável e sujeito a interrupções inesperadas, a ISO 22301 oferece às organizações uma estrutura sólida para prevenir impactos, responder de forma eficiente a incidentes e garantir a continuidade das atividades essenciais. Trata-se de um investimento estratégico na sustentabilidade e na sobrevivência dos negócios”, afirma José Joaquim Ferreira, vice-presidente de Sistemas e Pessoas da ABRIQ.

De acordo com a entidade, interrupções podem ocorrer tanto de forma prevista quanto inesperada, provocando prejuízos na entrega de produtos e serviços e afetando diretamente os objetivos das empresas. Nesse contexto, a ISO 22301 orienta a criação de sistemas de gestão voltados ao monitoramento de riscos, definição de atividades prioritárias, documentação de processos críticos e elaboração de planos de resposta e recuperação.

Entre os benefícios apontados pela ABRIQ estão a redução de perdas financeiras, diminuição do tempo de paralisação das operações, fortalecimento da confiança de clientes e parceiros e melhoria da capacidade de reação diante de crises. A norma também contribui para o alinhamento entre lideranças, equipes e partes interessadas, promovendo maior eficiência operacional e governança.

“A continuidade dos negócios deixou de ser apenas uma preocupação das grandes corporações. Hoje, empresas de todos os portes precisam estar preparadas para lidar com incidentes que podem comprometer suas operações, sua reputação e até sua permanência no mercado. A certificação com a ISO 22301 demonstra maturidade organizacional e reforça a confiança junto a clientes, investidores e parceiros”, complementa Ferreira.

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