Economia

Petróleo recua com sinal de acordo do Irã; Brent avança 9% na semana

Proposta de Teerã reabre negociações e reduz prêmio de risco; mercado segue atento ao Estreito de Ormuz e a impasse com os EUA

Da redação
DA REDAÇÃO

01/05/2026 • 17:42 • Atualizado em 01/05/2026 • 17:42

Petróleo recua com avanço de negociações; mercado monitora Ormuz

Petróleo recua com avanço de negociações; mercado monitora Ormuz

Fernando Frazão/Agência Brasil

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (1º), após relatos de que o Irã apresentou uma nova proposta de acordo ao Paquistão, que atua como mediador nas negociações com os Estados Unidos. A perspectiva de retomada do diálogo reforçou o otimismo dos investidores quanto a uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz.

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Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para junho recuou 2,98% (US$ 3,13), a US$ 101,94 por barril. Já o Brent para julho caiu 2,02% (US$ 2,23), a US$ 108,17, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Apesar da queda no dia, ambos os contratos acumularam ganhos na semana, de 7,99% e 9,12%, respectivamente.

Segundo uma fonte iraniana ouvida pela CNN, Teerã admite retomar as negociações caso os EUA suspendam restrições a portos iranianos, em paralelo à reabertura plena do Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, afirmou que o fim do conflito e a busca por uma paz duradoura permanecem como prioridades.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse não estar satisfeito com o andamento das conversas após contatos recentes com autoridades iranianas. De acordo com a Axios, Washington tenta reincluir o tema nuclear no texto da proposta, principal ponto de divergência entre as partes.

Para Samer Hasn, da XS.com, a tendência é que os EUA priorizem a eliminação do programa nuclear iraniano, mesmo que isso atrase uma reabertura total do estreito, dado o papel do país como exportador de energia.

Em abril, o Brent encerrou acima de US$ 110 por barril, após atingir, na quinta-feira, o maior nível desde 2022. “O petróleo teve um movimento em ‘U’, terminando próximo de onde começou, mas com o Brent avançando mais de 25% desde as mínimas do meio do mês”, destacou o Deutsche Bank.

Com informações do Estadão Conteúdo.