
Preço do petróleo oscila e atinge marca de US$ 89
Dado Ruvic/Reuters
O preço do petróleo opera em um cenário de intensa volatilidade no mercado internacional, oscilando na faixa de US$ 87 a US$ 89 por barril na referência Brent. Após uma sequência recente de valorizações que levou a cotação a se aproximar dos US$ 89, o commodity apresenta uma leve desaceleração de aproximadamente 1%, mantendo os valores cotados entre US$ 87,50 e US$ 88,00. Apesar dessa pequena retração momentânea, a tendência que predomina nas últimas semanas é de pressão contínua para a alta nos preços.
A movimentação nas cotações segue diretamente a lei da oferta e da demanda, mas é impulsionada no cenário atual por fatores geopolíticos e indicadores macroeconômicos específicos.
Os desdobramentos diplomáticos e logísticos continuam sendo os principais vetores para a flutuação dos valores no mercado global.
Fatores geopolíticos e estoques globais impulsionam cotações
O principal gatilho de alta no momento envolve as crescentes tensões no Oriente Médio e a instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo mundial.
A falta de previsibilidade sobre a segurança das embarcações petroleiras e a possibilidade de novas sanções internacionais contra países exportadores adicionam um prêmio de risco considerável ao valor da commodity.
Somado a isso, dados apresentados pela Agência Internacional de Energia (AIE) apontam que o mercado global pode enfrentar um déficit de oferta de até 1,8 milhão de barris por dia, reflexo dos recorrentes gargalos de transporte na região.
Em contrapartida, forças de desaceleração impedem uma disparada ainda maior nas cotações. O relatório da Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) revela um aumento robusto de mais de 17 milhões de barris nos estoques brutos norte-americanos, o que sinaliza uma oferta interna aquecida no país.
Ao mesmo tempo, a recuperação econômica gradual da China e as decisões sobre taxas de juros e inflação nos Estados Unidos e na Europa balizam as projeções de consumo industrial e de combustíveis para os próximos meses.
O monitoramento dos estoques e das decisões de produção da OPEP+ permanece no centro das atenções dos investidores.

