A indústria brasileira encerrou o segundo trimestre de 2024 em forte ritmo de desaceleração. Em junho, a produção nacional recuou 1,8% — resultado pior do que as projeções do mercado —, acumulando a segunda queda consecutiva após o recuo de 0,9% em maio. Com isso, o setor fechou o período de abril a junho com um tímido avanço de 0,3%, desvalorizando o ritmo visto no primeiro trimestre, quando havia crescido 1,4%.
Petróleo e Gás: Mantém-se como o principal pilar de sustentação da indústria em 2024, apresentando ritmo de produção e exportação acima dos anos anteriores. No entanto, o segmento não ficou imune à desaceleração e também registrou retração nos meses de maio e junho.
Demais Ramos: Enfrentam um cenário de estagnação prolongada, registrando desempenhos ainda mais negativos no fechamento do semestre.
Fatores de Pressão e Desafios
Cenário Internacional: A volatilidade geopolítica (como o conflito entre Estados Unidos e Irã) impacta diretamente a cotação e a produção de petróleo. Além disso, barreiras tarifárias impostas por mercados externos, como os EUA, dificultam a expansão dos produtos manufaturados brasileiros.
Juros Altos: A manutenção da taxa Selic em patamares elevados encarece o crédito e desestimula investimentos, tornando-se o principal obstáculo conjuntural do setor às vésperas de novas decisões do Banco Central.
O reaquecimento sustentável da atividade industrial depende não apenas da flexibilização monetária, mas do avanço de pautas estruturais, como a garantia do equilíbrio fiscal das contas públicas e a construção de estabilidade política.
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